Rio de Janeiro – Os acionistas da Petrobras votaram, em AGE (Assembleia-Geral Extraordinária), pela destituição de Roberto Castello Branco do conselho de administração da empresa. Com isso, ele deixa também a presidência da petrolífera. Em seu lugar deve entrar o general do Exército Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

A demissão de Castello Branco se arrastava desde fevereiro, quando sua saída foi determinada pelo presidente Bolsonaro, que criticou durante a estatal por aumentar combustíveis, apesar de a empresa estar seguindo a flutuação internacional do petróleo e do dólar.

O mandato de Castello Branco se encerrou, na verdade, no dia 20 de março, mas ele optou por permanecer no cargo e não renunciar até que fosse, de fato, substituído.

Placar apertado

A destituição foi aprovada com 52,28% dos votos. Durante a votação, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ; a gestora de recursos dos clientes do Banco do Brasil, a BB DTVM; e o fundo de renda variável da CEF (Caixa Econômica Federal) se abstiveram de votar pela destituição de Castello Branco. O BNDESPar (braço de investimentos do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), seguindo a União, votou a favor.

Pelo estatuto da Petrobras, o presidente da companhia, necessariamente, deve participar do colegiado. Como Castello Branco foi destituído ontem do colegiado, não poderá mais permanecer no cargo de presidente.

A mesma lógica se aplica ao novo indicado. Os acionistas votaram ontem a indicação do general Joaquim Silva e Luna (ex-Itaipu) para o conselho. Ele, no entanto, apenas assumirá a presidência da estatal após ter o nome aprovado pelo novo conselho de administração.

Como ainda não há data para a reunião dos novos membros, é possível que, por um curto espaço de tempo, o presidente do conselho, Eduardo Bacellar, acumule também a presidência executiva da empresa interinamente.