Acidentes custam caro

Por Carla Hachmann

No Brasil, o trânsito mata mais do que o crime. E isso tem um alto custo, isso sem considerar a própria vida, que não pode ser expressada em valores.

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) revela que os acidentes de trânsito custam, à maioria dos países, 3% de seu produto interno bruto (PIB). Além disso, segundo a entidade, as lesões ocorridas no trânsito provocam perdas econômicas consideráveis para os indivíduos, suas famílias e países como um todo.

A maioria (93%) das mortes de trânsito ocorrem em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.

A causa: a imprudência. Para a Opas, o aumento da velocidade média está diretamente relacionado tanto à probabilidade de ocorrência de um acidente quanto à consequência. “Cada aumento de 1% na velocidade média produz, por exemplo, um aumento de 4% no risco de um acidente fatal e de 3% no risco de acidente grave. O risco de morte para pedestres atingidos frontalmente por automóveis aumenta consideravelmente: 4,5 vezes de 50km/h para 65 km/h”, aponta a entidade.

Quando um acidente de trânsito acontece, as pessoas não se dão conta do efeito que isso gera na sociedade. Dados levantados pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) indicam que cada brasileiro desembolsou R$ 255,69 em 2015 com acidentes de trânsito, que representam os gastos com hospitais, médicos, infraestrutura, medicamentos, pronto-atendimento, entre outros, tudo pago com os impostos.

Recurso que deve ser contado em dobro. Porque deixa de ser investido em melhorias que poderiam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para se ter uma ideia, no Brasil os gastos com acidentes de trânsito chegam a 2,8% do PIB, cerca de R$ 52 bilhões. Muito? Não se esqueça de incluir aí as vidas que são perdidas.



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