Capanema – Cerca de 50 integrantes das famílias atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu se reuniram ontem em frente ao escritório do Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, responsável pela implantação e futura operação da usina. Eles reivindicaram a retomada das negociações com cerca de 150 famílias cuja indenização pelas terras está pendente. “Nós nos mobilizamos para tentar essa retomada [de negociação]. Os representantes da empresa nos receberam, mas não tivemos avanço na situação”, explica a agricultora Maristela da Costa Leite.

Outra agricultura afirma que a empresa age com truculência diante dos pedidos: “A empresa não tem preocupação com a situação das famílias. O alagamento está marcado para o dia 15 de novembro e ainda não sabemos para onde vão e como ficam as 150 famílias sem acordo. Estamos tentando uma reunião para a próxima semana com a presença da empresa, do IAP, do Ministério Público e da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, mas ainda não temos data confirmada”, explica Lunéia de Souza, responsável pela comunicação do MAB (Movimento Atingidos por Barragens).

IAP

Segundo os atingidos, não há parecer do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) no sentido de fiscalização do cumprimento das condicionantes presentes no licenciamento. A reportagem do Jornal O Paraná entrou em contato com o IAP, que informou que está acompanhando todas as negociações e analisando todas as condicionantes dentro dos processos de licenciamento.

Consórcio

A reportagem também procurou o Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, mas não houve retorno. A data para o alagamento também não foi confirmada.