Curitiba – Após cinco meses de pandemia do novo coronavírus, a situação dos empresários de gastronomia e entretenimento é preocupante com as contas vencidas. A Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) abriu negociação com a Copel para parcelamentos e reparcelamentos e evitar cortes do serviço no setor.

Os pleitos foram apresentados em audiência com o diretor jurídico da Copel, Eduardo Vieira, e o superintendente comercial de distribuição, João Acyr Bonat Junior. Mais de 70% da categoria está com problemas de contas em atrasos e risco de ficar sem fornecimento de energia elétrica, informou o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo.

Com a nova determinação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permite o corte no serviço em caso de atraso, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. Esse fato fez aumentar o medo dos empresários, que não vislumbram outros caminhos senão negociar.

“Temos a informação que mais de 150 mil estabelecimentos do nosso setor estão com algum problema com a Copel”, disse Aguayo.

Segundo ele, a companhia está pressionando e a Abrabar está tentando fazer o entendimento. “Achamos que é justo pagar as contas, porque eles precisam manter os funcionários. Mas também têm que entender o nosso lado”.

Portas fechadas

O presidente da Abrabar lembra que, em função da pandemia, a maioria das prefeituras e o governo do Estado fecharam os estabelecimentos e chegaram contas altas mesmo com locais sem atividades.

Além disso, Aguayo ressalta que muitos empresários não têm condição de pagar porque não estão gerando receitas. “Então, acho que agora é hora de bom senso… evitar o corte. Muitos locais tiveram a luz cortada em funcionamento, o que trouxe constrangimento para a categoria”, informou Aguayo, que fez um apelo: “Temos que evitar isso”.

Diálogo

Na reunião com os diretores, a entidade criou um canal de diálogo permanente para levar as demandas até a Copel, para encontrar uma solução e que todos possam sair vencendo: a Copel recebendo o que pode e os estabelecimentos pagando o que podem, sem onerar.

“É obvio que, com a entrada dos 10% do movimento, facilita muito essas negociações de parcelamentos que estavam antes da pandemia e que não puderam ser honradas devido a essa situação atual”, afirma o presidente.

Sem pagamento

O entendimento será importante, uma vez que os empresários não terão como honrar os pagamentos se não puderem abrir as portas. “Com luz cortada, ninguém consegue gerar receita. Tem que ter essa sensibilidade acima do normal nesse momento excepcional que estamos passando”, apela. “Entendemos que são companhias e os acionistas precisam ser pagos. Assim como esses empresários, essas famílias precisam gerar receita para pagar salários, para pagar as contas, inclusive as contas de luz e os fornecedores”.