Cascavel – O risco da profissão de policial militar, a pressão diária sofrida para lidar com bandidos e a sobrecarga de trabalho são os principais motivos listados pela Apra (Associação de Praças do Estado do Paraná) para justificar um dado alarmante. De acordo com a entidade, um levantamento da Junta Médica da Polícia Militar do Paraná mostra que 30% do efetivo de policiais militares do Estado está afastado por motivo de saúde. Todos apresentaram atestados médicos.

Detalhe: o setor ressalta que alguns militares estão afastados há vários meses do serviço e sem previsão de voltar. “São oficiais e praças que ficam de fora do trabalho por problemas psiquiátricos e transtornos gerados em decorrência do próprio trabalho”, explica o presidente da Apra, sargento Orelio Fontana Neto.

Segundo a associação, o efetivo da corporação no Paraná é de 16 mil policiais militares, mas seriam necessários pelo menos mais 8 mil profissionais para dar conta do serviço, ou seja, a cada dois policiais em atividade, seria preciso mais um. “Com a falta de pessoal, o militar é colocado para trabalhar mais, em mais escalas, isso sem contar que se depara com a falta de equipamentos, como coletes balísticos, por exemplo, que ainda estão em falta”, explica.