O crime de latrocínio – roubo seguido de morte – é considerado um dos crimes mais graves e tem uma das maiores penas previstas: de 20 a 30 anos de prisão.

Mas o que chama atenção é Cascavel não ter registro desse tipo de crime neste ano. Uma boa notícia, é claro!

No ano passado, apenas no primeiro semestre haviam sido registrados três latrocínios. Em 2016, três latrocínios foram contabilizados no ano todo, um deles no primeiro semestre.

Para a polícia, o combate intenso a outros crimes tem auxiliado para que ocorrências como latrocínios e homicídios diminuam. “Diminuímos as ocorrências de roubos em quase 40%, de furto qualificado em 17% e de furto simples em 7%. A sensação de que está havendo punição faz com que os criminosos pensem duas vezes antes de praticar esses delitos”, avalia o delegado-chefe da 15ª SDP (Subdivisão Policial), Nagib Nassif de Palma, ressaltando que, por serem considerados mais graves, os casos de latrocínio não vão a júri popular, sendo os acusados condenados direto pela Justiça.

Reportagem: Tatiane Bertolino

Investigação com poucos elementos

Estão em andamento as investigações dos últimos dois assassinatos registrados em Cascavel, mas ainda com poucos elementos. A Delegacia de Homicídios, responsável pela averiguação, não divulgou muitos detalhes a respeito das investigações da morte de Murilo Mateus, de 28 anos, e José Roni Tormes Mariano, 33 anos.

Sobre a morte de Murilo Mateus, registrada na manhã de terça-feira no Bairro Brazmadeira, às margens da BR-467, a polícia reforçou que ele havia sido vítima de tentativa de homicídio em maio deste ano, mas que não conseguiu solucionar na época o caso. “A vítima, que deveria ser a maior interessada, familiares e testemunhas não colaboraram para que conseguíssemos resolver o caso, e agora temos um homicídio para investigar”, disse a delegada Mariana Vieira. A entrevista pode ser conferida no endereço eletrônico https://bit.ly/2BaXYZW.

Algumas pessoas foram ouvidas pela polícia, mas ainda não há indicativos de que os crimes tenham ligação. A polícia também não informou como os atiradores chegaram ao local, apenas disse que a vítima tinha passagem pela polícia por dano qualificado, furto qualificado, corrupção de menores, e uma condenação por tráfico de drogas.

Com relação à morte de José Roni Tormes, encontrado em um córrego no Bairro 14 de Novembro, a polícia disse que é possível que tenha relação com a venda de um carro. A mãe da vítima teria relatado envolvimento com drogas, o que está sendo checado pela polícia, que vai esperar a finalização do laudo do IML para amarrar os fatos.