Ainda era madrugada quando 55 policiais civis se prepararam para encarar o frio e fazer um trabalho de repressão aos criminosos conhecidos como “cofreiros” em Cascavel.

Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos e seis mandados de prisão, todos na região do Bairro Cascavel Velho, em uma parceria do GDE (Grupo de Diligências Especiais), Delegacia de Homicídios, Delegacia da Mulher, Nucria, setor de Estelionato; com o apoio da Polícia Civil de Toledo, Matelândia e Santa Tereza do Oeste. Foram 15 viaturas usadas e um helicóptero do Goa (Grupo de Operações Aéreas) com três tripulantes.

Seis pessoas foram presas e a investigação, que começou há cinco meses segue para identificar mais membros da associação criminosa antiga em Cascavel, que atuava aqui e em toda a região e é especializada em arrombamentos de cofres. A quadrilha existe há anos em Cascavel, mas a PC não deixou claro a quanto tempo eles agiam na cidade.

“É uma investigação que desarticulou uma quadrilha antiga que comete esse tipo de crime, não só arrombamentos a bancos, como foram responsáveis por cinco a seis recentes furtos qualificados a empresas da região”, afirma o delegado-chefe da 15ª SDP, Nagib Nassif de Palma.

“Eles atuavam em conjunto, um ficava de apoio enquanto os outros entravam nas empresas, tinham equipamentos que garantiam a elasticidade de tempo para prática de crime: evitavam que os alarmes disparassem, entre outros artifícios”, explica a delegada do GDE, Anna Palodetto.

Dinheiro investido

Pelo menos R$ 50 mil ganhos pelos cofreiros nos últimos arrombamentos foram identificados. E eles investiam a grana em imóveis e em viagens. “Demonstram uma ostentação sem estar trabalhando normalmente. Em um dos locais, um deles construiu um sobrado. O outro tem casa e carro de um certo poder aquisitivo, que não condiz com o cenário onde vive. O outro, vivia em um casebre aos fundos, e na frente estava construindo um sobrado de luxo, com uma suíte”, conta o delegado-chefe da 15ª SDP, Nagib Nassif de Palma.

Helicóptero de apoio

A Polícia Civil teve apoio do helicóptero do Goa, que atuou com três tripulantes. Antes de o sol nascer, o apoio aéreo colaborou com iluminação aos policiais, além do trabalho ostensivo, realizado durante a operação. A previsão é de que o veículo permaneça por aproximadamente 15 dias em Cascavel para atuar em outras ações da polícia.