Cascavel – O motorista que atropelou e deixou em estado grave o policial rodoviário federal Jair Aloísio Strieber, domingo à tarde, responderá por tentativa de homicídio qualificado doloso – quando há intenção de matar. O inquérito foi aberto pela Polícia Federal, que investiga o caso por se tratar de um agente federal que foi vítima do crime. “O motorista do carro jogou o veículo contra o agente. Solicitamos a prisão preventiva à 4ª Vara Federal e temos a certeza de que não foi um crime de trânsito. Um atentado contra um policial é um atentado contra o Estado e contra a sociedade”, disse o delegado-chefe da PF de Cascavel, Marco Smith.

Testemunhas já foram ouvidas e outras duas ainda serão interrogadas. A parceria da PRF para levantamento de informações sobre o motorista foi essencial para auxiliar na investigação.

Os policiais localizaram o carro usado no atropelamento, um Gol azul, que estava abandonado no Bairro Brasília, em Cascavel, e que foi apreendido horas depois do crime. A perícia no veículo está em andamento para reforçar a identidade do motorista, que não tem carteira de habilitação. O veículo, segundo a PF, não está no nome do acusado e não é produto de roubo ou furto. O nome dele não foi divulgado.

O policial rodoviário Jair Aloísio está internado no Hospital São Lucas, onde se recupera de uma cirurgia. Segundo a PRF, ele teve cinco fraturas na perna e fraturas no braço.

Jair foi atropelado domingo à tarde, na BR-467, quando fazia trabalho de fiscalização e deu ordem de parada ao motorista do Gol, que não obedeceu e, em alta velocidade, atingiu o policial.

Confira a íntegra da entrevista do delegado da PF: