O Ministério Público do Paraná e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta sexta-feira (30), duas ações voltadas a coibir crimes praticados por organizações criminosas que atuam a partir de presídios. A Operação V6 cumpre quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão, enquanto a Operação Prison Office cumpre 22 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. Os alvos das buscas são unidades prisionais e outros endereços em municípios da região Noroeste.

Operação V6 – A operação foi deflagrada em conjunto com a Polícia Civil, a partir de investigações que contaram com quebra de sigilo telefônico e telemático instauradas pela Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Ivaí. São apurados crimes de associação criminosa, roubo majorado e corrupção de menores. Conforme as investigações, os criminosos comandavam as ações de dentro de penitenciárias e cadeias públicas.

A organização promovia a execução de assaltos a residências com a participação de adolescentes. Com uso de armas de fogo, restringiam a liberdade das vítimas para roubo de caminhonetes sob encomenda – os veículos eram remetidos ao exterior em troca de drogas e dinheiro. Estima-se que tenham sido praticados ao menos seis roubos pelo grupo no período de três meses.

Operação Prison Office – Também em decorrência de investigação com quebra de sigilo telefônico, a Polícia Civil e a Promotoria de Justiça de Santa Isabel do Ivaí cumprem 22 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão em endereços na região Noroeste, incluindo estabelecimentos prisionais. São apurados crimes de homicídio, associação para o tráfico, tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, comercialização de armas de fogo, posse e porte de arma de fogo e corrupção de menores.

A investigação revelou que os criminosos, a partir de penitenciárias e cadeias públicas, atuavam em negociação, armazenamento e preparação de entorpecentes. As ações eram comandadas por telefone e envolviam a comercialização das drogas em pontos de tráfico espalhados pela Comarca de Santa Isabel do Ivaí. Também foi apurada a prática de tráfico de drogas e corrupção de agentes públicos para inserção dos entorpecentes nas prisões. A associação criminosa ainda negociava e armazenava armamentos para a prática de roubos e homicídios. Foram identificados cinco homicídios cometidos por adolescentes contra desafetos, por ordem dos líderes da organização, que elaboravam lista dos alvos.