A falta de disponibilidade para abastecer o mercado interno fez o oeste buscar fora do País dois produtos que são fartos nas terras da região: soja e milho. E bastante. De janeiro a agosto deste ano, a região já importou 878% a mais de soja que há dois anos, antes da pandemia, e 29.240% a mais de milho. Isso considerando volume, porque, em valores, as cifras são bem maiores: 1.260% e 41.434%, respectivamente, devido à valorização das duas commodities.

Nos oito meses deste ano, foram trazidos de fora US$ 76,4 milhões de soja e US$ 65,8 milhões de milho. Há dois anos, essa conta era de US$ 5,6 milhões e R$ 158 mil, na mesma ordem. O custo da tonelada da soja subiu 30% no último ano e 39% sobre os valores de 2019, enquanto a tonelada do milho saltou 53,3% em um ano e 41,6% com relação a 2019.

A maior parte dessa compra é para atender à indústria da carne, especialmente frangos e suínos.

Mantendo o ritmo forte de crescimento, as importações da região já passam de US$ 537,5 milhões, 51% a mais que nos oito primeiros meses do ano passado (US$ 356 milhões) e 40% a mais que em 2019 (US$ 383,2 milhões).

Com alta menor proporcionalmente, as exportações dos oito maiores exportadores da região somaram US$ 158,8 milhões em agosto, 10% a mais que no mesmo mês de 2020 e 13,8% menor que agosto de 2019. No acumulado do ano, as vendas para fora do País somam US$ 1,320 bilhão, alta de 6,9% na comparação com o ano passado, mas seguem 23% a menos que o acumulado de 2019, que continua sendo o melhor desempenho da história da região.

Ainda no topo da pauta, a exportação de carnes de aves soma US$ 698,4 milhões, ligeira queda na comparação com o ano passado (US$ 700,4 milhões), e 11,4% a menos que em 2019. Por outro lado, carnes suínas cresceram 8,3% em um ano, totalizando US$ 125,7 milhões este ano, e alta de 30,4% na comparação com 2019. Em terceiro lugar, a soja soma US$ 109 milhões, crescimento de 40% em um ano, mas ainda 66% a menos que o volume recorde de 2019.

Principais destinos das exportações

A China se mantém como principal parceiro comercial da região oeste, tendo comprado US$ 402,2 milhões de janeiro a agosto deste ano, valor 27% menor que o de dois anos atrás. Já o Paraguai registra crescimento de 38% em um ano, somando US$ 190,4 milhões neste ano.

Em termos proporcionais, os crescimentos mais expressivos são do México, que comprou 602% a mais em um ano, e das Filipinas, que saltou na lista para a quinta posição, tendo comprado já US$ 56 milhões neste ano, 313% a mais que em 2020.

A maior queda em proporção é do Japão, que comprou 30% a menos neste ano.