Juiz e diretor de prisão paraguaios são presos; veja vídeo de massacre em penitenciária paraguaia

O diretor e o juíz foram considerados responsáveis pelo caso da "Chácara Vip", onde presos moravam com a família tranquilamente

O diretor da penitenciária de San Pedro de Ycuamandyyú no Paraguai, Wilfrido Quintana e o Juiz Néstor Ramón Arévalo Zorrilla foram considerados responsáveis pelo caso da “Chácara Vip” que fica atrás da penitenciária de Sant Pedro de Ycuamandyyú, local onde também houve um massacre em junho.Quintana está foragido e o juiz Néstor foi preso nesta sexta-feira (18), quando dirigia numa rodovia. A reportagem é Cláudio Dalla Benetta, do Portal H2FOZ.

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A história começa em 16 de junho desse ano, dia em que presos que fazem parte da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) assassinaram queimados ou degolados, dez presos de uma facção criminosa paraguaia, o Clã Rotella dentro da penitenciária de Sant Pedro de Ycuamandyyú, cidade a 320 km de Assunção no Paraguai.

Entre os 28 autores e co-autores do massacre havia cinco brasileiros, todos expulsos pelo Paraguai e cumprindo pena do lado de cá da fronteira. A rebelião e a matança ocorreram exatamente em dia de visita, o que chocou o país todo. 

Foto obtida pelos promotores mostra uma confraternização na chácara. Junto com os quatro presos, estão o então diretor da prisão, Wilfrido Quintana; o ex-diretor de Estabelecimentos Penitenciários, Blas Martínez o diretor de informática da prisão, Juan Manuel Quiñonez e o fotógrafo Roberto Quiñonez, do Ministério da Justiça, entre outras pessoas

A chácara

Outro choque viria depois. A polícia e os promotores descobriram que detrás do presídio, havia uma chácara, onde moravam em total liberdade quatro presos, condenados por narcotráfico, homicídio e quebra de confiança. Alguns, com a família.

Foram encontrados na chácara uniformes policiais, trajes camuflados, projéteis, celulares e eletrodomésticos, além de dois carros. Não havia autorização do Ministério da Justiça para o funcionamento da chácara, que existia desde 2013.

As investigações apuraram que eram responsáveis pela regalia, o diretor da penitenciária, Wilfrido Quintana e o juiz Néstor Ramón Arévalo Zorrilla. Quintana está foragido e o juiz preso.

A prisão do juiz foi ordenada pela promotora María Irene Álvarez numa investigação passiva agravada e outros crimes. O juiz já estava suspenso das funções pelo Jurado de Enjuizamento de Magistrados porque decidiu permitir o translado das celas para a chácara dos réus Víctor Brítez Aranda, vulgo “Chápalo” e Ángel Tranquilino Giménez.

Na época, o juiz disse que somente deu permissão para que Chápalo, condenado por narcotráfico, ficasse na chácara, por ter problemas de saúde. E que não sabia porque havia outros três presos no local: Ángel Tranquilino Giménez, sentenciado por narcotráfico; Juan Ramón Benítez, por homicídio doloso; e Gustavo Ramón Paredes.

Foi aberto também um processo porque a investigação revelou chamadas telefônicas dos criminosos ao juiz. Haveria indícios de que o juiz recebeu dinheiro, mas o Ministério Público não deu detalhes.

O Ministério Público também interveio nesta sexta-feira na Penitenciária Regional de Ciudad del Este, onde foi detido o diretor, Alberto Ramóm Orella Notario. Ele est´´a envolvido no caso porque, segundo as investigações, permitiu o translado à prisão de San Pedro de um detento condenado a 26 anos de prisão. Posteriormente, esse preso foi morar na chácara, que a imprensa paraguaia chama de “granja vip”.

Fontes: H2Foz, Última Hora e ABC Color.

Imagens do massacre

O jornal ABC Color publicou na versão online um vídeo, feito em agosto, também mostrado num programa da ABC TV, com imagens do circuito fechado da penitenciária de San Pedro no dia do massacre de presos. Um domingo, dia de visitas que parecia ser tranquilo.

JK

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