Um homem de 30 anos foi preso ontem pela Polícia Civil de Cascavel por armazenar e disponibilizar materiais com pornografia infantil. Ele foi preso em flagrante durante cumprimento de mandado de busca e apreensão dentro da Operação Luz na Infância 3, deflagrada ontem em todo o Brasil e também na Argentina com objetivo de combater crimes de pedofilia. O nome do homem não foi divulgado.

A casa dele fica no Centro de Cascavel e no local foram apreendidos notebook, celular e um HD com diversos vídeos. Conforme a polícia, ele baixava esses conteúdos da internet por meio de aplicativos, e assim permitia que outras pessoas também tivessem acesso aos vídeos. “Nesses aplicativos, quando a pessoa baixa determinado conteúdo, ele fica disponível para outras pessoas”, explica a delegada do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente de Cascavel), Bárbara Raquel Strapasson.

A polícia identificou que parte das imagens continha prática sexual com crianças do leste europeu de 5 a 12 anos de idade. Os materiais ainda estão em análise.

A polícia afirma que a operação não trata de uma rede de pedofilia, mas de diversos casos isolados que foram identificados pelo Ministério da Segurança durante a investigação.

Preso em flagrante, o homem responderá por disponibilização e por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil. A pena máxima somada dos dois crimes é de dez anos de prisão, mas sem direito à fiança arbitrada pela polícia, somente judicial.

Ele foi encaminhado à carceragem da Polícia Civil de Cascavel.

O acusado não tem passagem pela polícia e não há indícios – pelo menos por enquanto – de que ele tenha praticado abusos sexuais em crianças.

 

No Paraná

A ação no Paraná envolveu 54 policiais e aconteceu em Curitiba, Maringá, Cascavel, Mandaguari e Paranavaí. Foram presas cinco pessoas e cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Estado. Houve apreensão de câmeras fotográficas, computadores, HDs externos e CDs com conteúdos de pornografia infantil.

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A operação

A Operação Luz na Infância 3 é realizada no Brasil, em 18 estados, e na Argentina com o objetivo de coibir crimes de pedofilia. Nos dois países, são mil policiais envolvidos nas ações. As equipes procuram arquivos com conteúdos relacionados a crimes de abuso e de exploração sexual.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais. Tudo isso foi repassado à Polícia Civil. A força-tarefa foi coordenada pelo Ministério da Segurança Pública.

Desde o início da Operação Luz na Infância, em 2017, mais de 700 pessoas foram presas.