O Tribunal do Júri de Londrina, no Norte-Central do estado, condenou a 33 anos e 4 meses de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por feminicídio cometido em julho de 2020. Ele foi acusado de homicídio qualificado após ter matado com golpes de faca a ex-esposa, que tinha 43 anos e era servidora da Universidade Estadual de Londrina.

Segundo as investigações, o réu, agora condenado, estava separado da vítima, mas não aceitava o fim do relacionamento. Na data do crime, ele foi até a residência da vítima e a atingiu com 22 facadas.

Na sessão de julgamento, que teve início na manhã desta quarta-feira, 18 de agosto, e durou quase 14 horas, foram acolhidas todas as teses sustentadas pela 14ª Promotoria de Justiça de Londrina. Além do feminicídio (crime praticado em razão do sexo feminino da vítima) foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e também a causa de aumento de pena por ter sido o crime praticado na presença do filho do casal.