Foram quase oito horas de júri que acabaram na condenação de Alex da Silva a 19 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. O homem, que já estava preso, foi julgado quatro meses depois da morte de Priscila Fonseca, de 30 anos, sua esposa.

Foi um dos julgamentos mais rápidos da história do júri de Cascavel. Alex cumprirá pena por feminicídio qualificado por asfixia. A defesa tentou desqualificar o crime, alegando que Alex estava sob efeito de drogas no dia do crime.

Na plateia os familiares de Priscila acompanharam atentos o julgamento à espera da condenação. Emocionados, eles vestiam camisetas com a foto de Priscila estampada. “Nós queremos que ele fique na cadeia e não saia mais”, disse o pai de Priscila, Oronto José da Fonseca.

De jeito simples, o pintor de automóveis contou que a filha fora vítima de agressão por muito tempo e que Alex era movido a ciúmes. “Ela saiu de um emprego só para agradá-lo e começou a trabalhar de zeladora em uma empresa que só contrata mulheres. Ele ameaçava, inclusive a gente, e até tentou nos atropelar de carro”, lembra.

Priscila foi morta estrangulada e colocada em cima da cama, na residência que fica nos fundos da casa dos pais dela. Foi a mãe, Lucimar da Fonseca, que encontrou o corpo da filha.

Os pais lembram que naquele dia Alex contou que Priscila já tinha saído para o trabalho. “Ele ainda tomou café na nossa casa”, conta a mãe.

 

O crime

Priscila Leandro da Fonseca foi morta no dia 10 de julho deste ano na casa onde morava, na Rua Prates, Bairro Universitário, em Cascavel. O acusado do crime é Alex da Silva, com quem ela foi casada durante dez anos e com quem teve uma filha, hoje com nove anos, a qual ficou sob os cuidados dos pais de Priscila.

Conforme as investigações, a vítima foi estrangulada durante a madrugada e colocada debaixo de cobertores sobre a cama. O corpo foi encontrado pela mãe por volta do meio-dia daquele mesmo dia.

A mulher já tinha registrado boletins de ocorrência contra Alex por agressão.

Ele foi preso em flagrante em Corbélia pela Polícia Militar no local de trabalho após a denúncia de populares. Ele está preso desde então na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel).