Guarda pede exoneração, mas prefeitura nega

Um dos três guardas municipais denunciados de agredirem um rapaz dia 22 de dezembro na região central de Cascavel pediu exoneração do cargo depois de o caso vir a público com grande repercussão, inclusive com a divulgação das imagens. Contudo, no fim da tarde de ontem a prefeitura informou que o pedido dele foi negado.

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Foi divulgada a seguinte nota: “A Secretaria Municipal de Política Sobre Drogas e Proteção à Comunidade esclarece que o pedido de exoneração feito por um dos guardas municipais acusados de agressão contra um cidadão, já amplamente divulgado pela imprensa, ficou prejudicado pela instauração do processo administrativo, anterior à solicitação do servidor. Assim, o pedido foi negado e o servidor terá que aguardar a conclusão do processo”.

Os três servidores estão afastados dos trabalhos na rua desde a quinta-feira (3) por determinação do prefeito Leonaldo Paranhos e devem permanecer afastados até a conclusão do processo administrativo e do inquérito da Polícia Civil.

Adolescentes denunciam guardas por assédio

Os dias têm sido agitados para a administração da Guarda Municipal de Cascavel. Além das denúncias de agressão divulgadas semana passada, agora a GM tem nas mãos o caso de duas adolescentes que dizem ter sido assediadas por um servidor da Guarda Patrimonial.

As garotas teriam pedido ajuda após terem sido vítimas de uma tentativa de estupro. Só que, no atendimento feito por guardas patrimoniais, eles teriam feito fotos das duas. O caso aconteceu domingo (6), no Bairro Morumbi.

O diretor da GM, coronel Avelino Novakoski, classificou o caso como boato, porque não houve denúncia formal para que se abra uma investigação.

Ele explicou que os guardas estavam realizando seu trabalho, conforme foram orientados. “O registro de fotos é comum, e até orientação da Polícia Científica no sentido de caracterizar e fazer provas, inclusive de filmagens, para ilustrar os laudos policiais depois. Pelo simples fato da foto, não podemos dizer que houve assédio, a não ser que exista uma conversação, exista um comportamento e uma conduta. Por isso nós precisamos que seja formalizada a denúncia”.

Crimes contra o patrimônio

A Polícia Científica confirmou a orientação de imagens apenas no caso de crimes contra o patrimônio público, a exemplo de vandalismo. “Nós realizamos um curso com a GM (…) sobre a preservação do local de crime e foi orientado fotografar para dar subsídio ao perito, para que essas fotos pudessem consubstanciar como provas para o delegado instaurar um inquérito, porque muitas vezes a cena do crime se perde até a chegada do perito”.

Contudo, o caso das adolescentes nada tem a ver com esse tipo de crime, mas a reportagem não conseguiu encontrar responsáveis pelo atendimento a adolescentes para falar sobre o assunto.

Já a direção da GM afirma que o trabalho é suporte à Delegacia da Mulher em atendimentos à Lei Maria da Penha.


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