O coronel Nivaldo Marcelos da Silva foi nomeado e “desnomeado” pelo governo do Estado. Ele chegou a ser indicado para assumir o 5º Comando Regional da Polícia Militar de Cascavel, mas após a repercussão da imprensa local sobre seu passado de prisão, denúncia e ações na Justiça, no início da noite o Comando-Geral da Polícia Militar divulgou nota informando que ele não assumiria o cargo e que o tenente-coronel Sérgio Almir Teixeira continua responsável pelo 5º Comando.

Em nota, a PM “esclarece que a classificação do Coronel Nivaldo Marcelos da Silva na função de Comandante do 5º Comando Regional (5º CRPM) deu-se em virtude de ele ter sido promovido de tenente-coronel a coronel em dezembro de 2018. A PM informa que quando um Oficial é promovido ao último posto da corporação (coronel) obrigatoriamente é classificado em uma das funções especificas para esta fase na carreira”.

Ainda conforme o Comando-Geral, os processos contra Nivaldo foram arquivados pelo Poder Judiciário, com exceção de um que está em fase de recurso. “Entretanto, até que seja vencida esta fase de recurso (o processo alcance o status de transito em julgado) continua respondendo pelo 5º Comando Regional de Cascavel o tenente-coronel Sérgio Almir Teixeira”.

Os casos

Na Polícia Militar desde 1998, Nivaldo foi preso em 2006 com outros três militares acusados de facilitar contrabando na região da fronteira. Além disso, tramita na Comarca de Medianeira um processo por improbidade administrativa instaurado pelo Ministério Público em 2011 após registrar movimentação financeira de valores incompatíveis na conta do militar.