Representantes da Fetaep (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná) foram à sede do INSS em Curitiba pedir agilidade nos mais de 300 benefícios de trabalhadores rurais que estão represados no INSS. São trabalhadores que estão, alguns deles, há mais de um ano aguardando para serem analisados pelo instituto. “Um dos casos data de março de 2017”, lamenta o secretário de Previdência Social da federação, Carlos Gabiatto.

Segundo ele, depois de trabalhar por 30, 40 ou até mesmo 50 anos – como ocorre com frequência no meio rural -, a pessoa precisa esperar mais de um ano para receber sua aposentadoria, no valor de um salário mínimo, “é no mínimo uma situação preocupante”.

Em reunião com o gerente executivo do INSS de Curitiba, Aldebrando Lins de Albuquerque, e com o chefe da Divisão de Benefícios do INSS, André Luiz Pontes, a Federação buscou sensibilizá-los acerca da situação desses trabalhadores rurais que há tanto tempo aguardam um posicionamento do Instituto.

O gerente justificou a demora na análise desses benefícios devido à falta de servidores, tendo em vista que – segundo ele – muitos estão se aposentando, enquanto suas vagas não estão sendo preenchidas por novos.

Como encaminhamento, propôs disponibilizar um grupo de servidores exclusivos para análise desses benefícios rurais pendentes.