Família já enterrou corpo e ainda aguarda DNA

O corpo já estava em adiantado estado de decomposição e foi identificado pela família pelas roupas.

Reportagem: Cláudia Neis

A família de Sebastião Prudente, 65 anos, ainda aguarda o exame de DNA solicitado para a confirmação da identidade dele. Contudo, o corpo foi enterrado no dia 20 de setembro, três dias depois de ter sido encontrado em uma plantação às margens da BR-467, em Cascavel.

O corpo já estava em adiantado estado de decomposição e foi identificado pela família pelas roupas. Por isso material foi enviado a Curitiba para análise e confirmação de identificação, mas ainda não houve reposta. A família não recebeu prazos para a apresentação do laudo.

Sebastião morava no Bairro Santo Onofre e desaparecera seis dias antes de o corpo ser encontrado. A causa da morte também não foi descoberta.

De acordo com a Polícia Civil, é possível que a morte tenha tido causa natural pois não havia sinais de violência no corpo. A instalação de um inquérito para investigar a morte depende do que o laudo apontar.

Outros casos

Neste ano outras três ossadas foram encontradas em Cascavel. Todas aguardam identificação e retorno dos laudos de Curitiba.

A primeira delas foi encontrada no dia 14 de maio enterrada no quintal de uma casa no Bairro Interlagos. Os ossos foram encontrados por um homem que escavava o terreno para a construção de uma fossa. Pela decomposição dos ossos, a polícia acredita que estavam enterrados havia anos.

Além da identificação da vítima, é aguardada também a identificação da causa da morte.

Outra ossada foi encontrada no dia 7 de junho em uma área rural na PR-180, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal de Cascavel. Junto ao corpo havia uma mochila e uma garrafa de refrigerante que continha água. A data de validade na garrafa era 2017, o que levanta a hipótese de que o corpo estivesse no local havia aproximadamente dois anos. Não havia sinais aparentes de violência como tiros, mas uma corda foi encontrada enrolada no corpo, o que levou a polícia a trabalhar com a hipótese de suicídio.

A situação mais recente é a dos restos mortais encontrados no Distrito de Rio do Salto no dia 19 de setembro. A polícia acredita que pertençam a Oracilda Aparecida Rodrigues, 28 anos, nora do principal suspeito do crime, preso por violência doméstica no dia 18, mas que um dia antes esteve no local onde estavam os ossos. Ele negou o crime, mas uma testemunha contou que ele foi ao local e que colocou fogo nos ossos, tentando destruir as provas. Oracilda não é mais vista desde abril do ano passado, quando teria ido embora e abandonado o próprio filho.

O que diz a polícia?

A Delegacia de Homicídios de Cascavel informou que os exames são feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba e não tem previsão de data para conclusão, uma vez que eles atendem todo o Estado.

A reportagem do HojeNews solicitou informações sobre a realização dos exames e sobre os prazos à Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública), mas não houve retorno.

 

 



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