A família de um dos detentos decapitados na rebelião da PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) em novembro de 2017 será indenizada por danos morais. A mãe e a viúva do preso foram à Justiça alegando dificuldades para realizar o velório e o sepultamento do homem.

Na época, os agentes penitenciários encontraram somente dois membros: a cabeça, que levou 11 dias para ser liberada à família, e o fêmur, que só foi liberado após exame de DNA, 11 meses depois do ocorrido.

Na ação, elas alegaram que o Estado teria se negado a entregar o fêmur e que o sofrimento teria se agravado.

O procurador do Estado contestou o pedido alegando que o detento fazia parte da Máfia Paranaense e que a rivalidade entre facções teria motivado a rebelião.

O juiz Eduardo Villa Coimbra Campos, da Vara da Fazenda Pública de Cascavel, ressaltou que o sepultamento só pôde ser realizado quase um ano depois da morte, evidenciando “a negligência e o descaso do Estado” em adotar medidas eficazes para comprovar a identidade dos restos mortais. Ele julgou procedente o pedido de danos morais, mas reduziu o valor pedido da indenização (R$ 250 mil) para R$ 8 mil a cada uma das duas.