O mote que baliza o Programa Estadual de Apoio Permanente às Entidades Mantenedoras de Escolas que ofertam Educação Básica na Modalidade Educação Especial, em vigor desde 2013, foi bastante lembrado durante o evento para reforçar a opção do Paraná pela equidade no ensino. “Precisamos comemorar essa data, marcada pelo diálogo e pelo estreitamento das relações. Garantimos um direto dos alunos com deficiência, o de ser tratado de forma igual, com humanismo e profissionalismo”, afirmou a presidente da Febiex-PR, Maíra de Oliveira.

O valor será destinado também para a contratação de profissionais para o atendimento dos estudantes da Educação Especial, bem como para despesas de funcionamento e investimentos em infraestrutura.

As instituições parceiras priorizam o desenvolvimento de atividades educacionais adequadas às necessidades de cada público. São atendidos deficientes visuais, auditivos, físicos motores e estudantes com deficiência intelectual, múltiplas deficiências e transtornos globais do desenvolvimento.

“Esse governo tem se mostrado muito sensível, o que nos permite a continuidade do trabalho com a renovação deste convênio. No nosso caso, pessoas com deficiência visual, enfrentamos muitas dificuldades. A cegueira, por si só, já é um grande problema”, comentou o professor Ênio Rodrigues da Rosa, presidente do IPC (Instituto Paranaense de Cegos) e representante do CAEES (Coletivo de Centros de Atendimentos Educacionais Especializados).

Aos estudantes matriculados nas Escolas Especializadas, as mantenedoras também podem ofertar, por meio de outras parcerias da área de saúde, o atendimento de equipes multiprofissionais, com neurologistas, pediatras, dentistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos.

“Esse acordo permite às entidades fazer com muita tranquilidade aquilo que fazem de melhor: atender com qualidade singular a população do Paraná”, destacou o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

“É uma causa justa, necessária e muito importante para o Paraná”, completou o senador Flávio Arns, que há anos é militante da causa e integra a Subcomissão Permanente da Pessoa com Deficiência no Senado.