Rio de Janeiro – A taxa de desemprego no País se manteve no patamar recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril, mesmo resultado visto em março, segundo os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa quarta-feira (30).

No momento, há um aumento já esperado no total de pessoas em busca de emprego, mas o mercado de trabalho ainda está sem fôlego para gerar vagas para toda a mão de obra disponível, avaliou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

“Depois de 2020, em que milhões de pessoas perderam o trabalho, curioso seria não haver procura por trabalho”, opinou Adriana. “Tudo o que ocorreu em 2020, você dificilmente vai resolver nos quatro primeiros meses de 2021.”

No trimestre encerrado em abril, havia 14,761 milhões de pessoas desempregadas, 489 mil pessoas a mais em busca de uma vaga em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Em relação a abril de 2020, o número de desempregados aumentou 15,2%, 1,950 milhão de pessoas a mais procurando trabalho.

A população ocupada somou 85,940 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril, 85 mil trabalhadores a menos em um trimestre. Em relação a um ano antes, 3,302 milhões de pessoas perderam seus empregos.