A primeira parcela do 13º salário já caiu na conta dos brasileiros, em 30 de novembro, e a segunda está prevista para o próximo dia 20 de dezembro. Ao todo, cerca de 83 milhões de pessoas receberão a renda extra neste ano, com valor médio de R$ 2.539, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As possibilidades para o uso desse recurso são muitas, especialmente o pagamento de dívidas e a compra dos presentes de Natal. No entanto, o mentor em Finanças Pessoais, Iverson Leles, supervisor de crédito do Banco SEMEAR, destaca que o ideal mesmo é poupar o dinheiro e, assim, compor uma reserva financeira para emergências ou para a realização de projetos.

Missão que, muitas vezes, não é nada fácil, especialmente em um cenário de crise, como o atual, e mais ainda, em um país onde não há essa cultura. “O brasileiro não tem o hábito de economizar. Em geral, não faz um planejamento das suas finanças nem tem a consciência de quanto gasta. É preciso haver uma mudança em relação a isso, e o recebimento do 13º salário, agora, pode ser um importante estímulo”, argumenta Leles. Ele acrescenta que, para isso, os primeiros passos são a educação financeira e a compreensão de que é a poupança que vai dar condições para a pessoa passar melhor pelos momentos de dificuldade, ter mais controle sobre o seu destino e realizar seus sonhos.

Sendo assim, a recomendação de Leles – que desenvolve um trabalho de mentoria no SEMEAR, internamente, e também por conta própria, em sua página no Instagram – é aproveitar o 13º salário para criar essa cultura de poupança, mesmo em um período de adversidades. “É claro que, para uma pessoa que tem uma dívida com juros, o melhor é quitá-la. Se sobrar dinheiro ou no caso de quem não está endividado, vale a pena guardar esse recurso e iniciar essa reserva. É necessário mudar a maneira como o brasileiro se relaciona com o dinheiro, mudar a mentalidade. Pensar, sim, em ganhar mais, porém aprender a gastar bem, poupar, investir”, comenta.

Saber poupar é tão importante para a independência financeira, que existe até o Dia Mundial da Poupança, que foi celebrado em 31 de outubro. O objetivo é justamente disseminar, no mundo, a ideia de fazer economia para evitar o endividamento, ter tranquilidade, ampliar opções de decisões – uma troca de emprego, por exemplo – e alcançar sonhos (compra de um eletrodoméstico ou de um carro, decoração da casa, realização de viagens inesquecíveis, de uma bela comemoração de aniversário, formatura etc).

Iverson Leles acrescenta que quem tem dinheiro reservado para emergências tem liberdade para correr mais riscos ou inserir novos projetos em sua vida. “Ao construir uma poupança, você garante recursos para períodos de crises e para lidar com imprevistos e ainda ganha mais poder de negociação, o que o mantém longe de altos juros e multas decorrentes de atrasos em pagamentos”, ressalta.

Por isso, a orientação dele é reservar o 13º integralmente para iniciar essa poupança ou ampliar o valor guardado. Se isso não for possível, é interessante tentar economizar qualquer recurso que seja e, principalmente, transformar isso em hábito. “No nosso país, existem realidades diferentes em cada região e as particularidades de cada família. As pessoas se desdobram para pagar todas as contas, e, atualmente, a inflação está corroendo os salários. Mesmo assim, vale a pena fazer um esforço para ter uma poupança”, completa.

Ele ensina que é possível começar com valores bem baixos. “Ninguém começa nada de cima. Então, vá guardando devagar, uma quantia pequena por mês, como R$ 30,00, R$ 50,00. Com paciência, para criar essa cultura e também porque esse dinheiro vai representar algo mais significativo lá na frente”, conclui. Leles lembra que o próprio SEMEAR, único banco mineiro especialista no varejo de eletromóveis, tem a preocupação em contribuir para que as pessoas sejam saudáveis financeiramente. Assim, conta com uma estrutura permanente para ofertar mentorias, orientações e aconselhamentos para clientes e o público em geral, a fim de ampliar as informações para a educação financeira.

(Assessoria)