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POLICIAL

“Desativado”, cadeião tem até presos de alta periculosidade

15 de março de 2018 às 10:27
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Cascavel – O cadeião da 15ª SDP (Subdivisão Policial) de Cascavel, desativado “oficialmente” no fim de 2016 e que teve uma parte da estrutura demolida, ainda abriga presos. E bastante! Há 70 encarcerados no local, mas o agravante é que detentos de alta periculosidade permanecem vários meses no local, que deveria apenas abrigar provisórios. Apesar da situação irregular e do risco, o local recebe cada vez mais gente: ontem, três detentos vieram de Catanduvas para a carceragem.

Ante a estrutura precária e improvisada, as fugas são inevitáveis. Tanto que em menos de 24 horas três detentos fugirão do cadeião, que fica no Centro da cidade. Dois deles de alta periculosidade. Um, inclusive, Alexandre de Lima, foi preso em meados do ano passado pela Polícia Federal durante a Operação Malote. E desde então estava na 15ª SDP. Ele e mais um detento fugiram enquanto colocavam o lixo do lado de fora da cadeia, na tarde de segunda-feira. A PF vai abrir um inquérito contra o Depen (Departamento Penitenciário) para apurar se houve negligência ou favorecimento para a fuga.

Na tarde de terça-feira, Bruno Borges da Silva fugiu após serrar uma grade do banheiro do cadeião. Ele estava preso no local desde julho do ano passado e é considerado um dos bandidos mais procurados do Rio Grande do Norte.

Segundo a Sesp (Secretaria de Segurança Pública), um inquérito policial e um procedimento administrativo serão abertos para apurar o caso. O mandado de Bruno é do Rio Grande do Norte e a Justiça determinou que ele ficasse na 15ª SDP por questão de segurança e por não ter condições de convívio com os presos da PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) até que ocorresse a transferência para o estado de origem.

Só promessa

Era promessa do governador Beto Richa em acabar – ou pelo menos reduzir muito – as carceragens nas Delegacias de Polícia Civil. A informação da Sesp é de que, quando Richa assumiu, em 2011, havia entre 16 mil e 17 mil presos em delegacias. Hoje, são 9 mil, ou seja mais da metade.

Ocorre que esses presos precisam ser transferidos para unidades do Estado, só que também há superlotação nas penitenciárias, com constantes tentativas de fuga e rebelião, pois também não houve a abertura de novas vagas conforme prometido pelo governador.

Reforma da PIC sem previsão

Além de não construir os presídios anunciados, nem mesmo as reformas estão saindo do papel no Governo Beto Richa. A retomada da ampliação de 334 vagas da PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel) não tem sequer previsão de começar. As obras pararam em 2015 por conta do ajuste fiscal do governo do Estado. O projeto precisou ser readequado por conta do reajuste de preços de materiais desde aquela época e como há convênio com o Depen e com a Caixa Econômica Federal para a obra, é necessário que o projeto passe por todos os setores. O contrato já passou pelo Depen e, de acordo com a Sesp, está agora com a Caixa. Só ela poderá aprovar ou não, o que determina se o Estado pode continuar com a mesma empresa na obra ou se deve fazer nova licitação. Ou seja, dificilmente a construção será retomada até o fim do Governo Beto Richa.

Já a PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) foi destruída pela segunda vez pelos próprios presos, e desde novembro mal tem condições de abrigar quem está lá. Segundo a Sesp, dois contratos, no total de R$ 600 mil, estão fechados, e preveem reforma elétrica e do telhado. A informação é de que uma delas já começou. A tendência é de que a próxima se inicie ainda neste semestre e que tudo esteja concluído em 180 dias. Não há informações sobre a reconstrução dos cubículos.

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