Rio de Janeiro – Uma vacina em forma de spray nasal contra a covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo, proteger contra variantes e bloquear o vírus ainda no nariz. A expectativa é que ela esteja disponível até o fim de 2022.

Além de inovar na forma de inoculação do vírus, com aplicação pelo nariz e não por via intramuscular, o imunizante também se diferencia no antígeno que vai conter pedaços de proteínas que estimulem a resposta celular mais duradoura do que aquela mediada pelos anticorpos neutralizantes. O imunizante deve incluir fragmentos que são capazes de matar a célula, caso ela seja infectada.

Outra inovação do produto é a criação de um tipo de nanopartícula que adere à mucosa do nariz. A vacina deve ficar em torno de US$ 5, mas ainda são necessárias outras análises relacionadas ao rendimento. A vacina spray nasal pode funcionar como um reforço para as doses já existentes e aplicadas por via intramuscular.

Fiocruz entrega novas doses

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) entregou ontem 1,7 milhão de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), após duas semanas sem liberar remessas. Parte dessas doses, 50 mil imunizantes, ficará no estado do Rio de Janeiro, e o restante seguirá para o Ministério da Saúde, em Brasília.

Segundo a fundação, o maior intervalo entre as remessas ocorreu porque o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado para a fabricação da vacina, só chegou ao país no final do mês passado. É previsto para esta semana a entrega de uma nova remessa de imunizantes. O número de doses produzidas no Brasil deve ultrapassar a marca de 100 milhões.