A audiência de instrução realizada ontem no Fórum da Justiça Federal de Cascavel do caso de acusação de Maria Conceição de Queiroz foi a primeira e única do caso.

Isso porque, de acordo com a defesa da mulher conhecida como Maria Paraguaia, todas as testemunhas arroladas foram ouvidas e inclusive a presa prestou depoimento. O interrogatório começou pela manhã e terminou por volta das 16h. Ao todo, 16 pessoas foram ouvidas, além de Maria, que sustentou à versão já dada à Polícia Federal sobre a suspeita de tráfico de pessoas. Ela veio escoltada de Corbélia, cidade onde está presa desde 24 de outubro.

Segundo a defesa, restam algumas diligências pendentes, perícias em documentos e celulares. “Depois disso, abre-se caso para as alegações finais do MPF [Ministério Público Federal] e da defesa e só depois ocorre o julgamento. Se não fossem essas diligências, acredito que tudo seria concluído em 30 dias”, afirma Felipe Velozo, advogado em Maria Paraguaia.

O caso

Maria Paraguaia foi presa e investigada pela Polícia Federal em suspeita de tráfico de pessoas, depois de supostamente intermediar uma adoção ilegal de uma criança paraguaia, de um ano e oito meses, um menino. Depois, a polícia descobriu que a criança era filha de uma adolescente de 17 anos, que também estava na casa de Maria Conceição, além de outra menina, de 10 anos, que segundo a acusada, estavam na casa dela com consentimento da mãe. Após a investigação, o caso foi encaminhado ao MPF.