O governo fez uma contraproposta às centrais sindicais que buscam a ampliação das parcelas do seguro-desemprego aos trabalhadores demitidos na pandemia.

Segundo integrantes do grupo de trabalho, criado no âmbito do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo aos Trabalhadores), a equipe econômica estuda pagar mais duas parcelas do seguro, mas reduziu para menos da metade o público que poderia se beneficiar com a medida.

De acordo com a proposta apresentada nessa segunda-feira, o universo de beneficiados baixou de 6,5 milhões de demitidos, estimados inicialmente, para 2,76 milhões. Com isso, o custo projetado em R$ 16,4 bilhões caiu para R$ 7,3 bilhões.

A medida será discutida na próxima reunião do Codefat, marcada para sexta-feira. Ela precisará ser votada pelo colegiado, que é tripartite, formado por representantes do governo, dos empregadores e trabalhadores.

As parcelas do seguro-desemprego variam entre três e cinco, de acordo com o tempo de serviço. O valor médio das parcelas é de R$ 1.285.