Brasília – O governo federal anunciou ontem (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. Segundo o secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz, esta era a capacidade máxima de entrega da Pfizer. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.

As primeiras 1,248 milhão de doses devem chegar em 13 de janeiro e começarão a ser enviadas aos municípios no dia seguinte. Neste mês, há previsão de chegada de dois outros lotes com a mesma quantidade de vacinas nos dias 20 e 27 de janeiro. “Será adotado o critério populacional para a distribuição das doses”, afirmou Rodrigo Cruz.

Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito. O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

 

Intervalo

A secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, afirmou que apesar de a bula recomendar o intervalo de três semanas, o Ministério da Saúde optou por oito semanas, assim como os adultos, para minimizar riscos. “Se a gente ampliar esse espaço de tempo, que for acima de 21 dias até 8 semanas, dá uma maior proteção para se ter esse efeito adverso”, afirmou, citando a miocardite como um dos eventos adversos. A miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco. Estudos, contudo, mostraram tratar-se de um efeito colateral bastante raro.

Para o ministro Marcelo Queiroga, antes de comprar mais unidades é preciso observar “qual que será a taxa de adesão dos pais a essa vacinação”. “Os pedidos dependem dessa velocidade da vacinação e também da capacidade de entrega das vacinas pela indústria”, afirmou.

 

PRESCRIÇÃO MÉDICA

Mesmo não exigindo a prescrição, o Ministério da Saúde orienta que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização. A assinatura de uma autorização dos pais será exigida apenas no caso de o responsável não estar presente no ato de vacinação. A decisão de não exigir prescrição médica vai ao encontro do que era defendido pelos conselhos nacionais de secretarias estaduais de saúde (Conass) e secretarias municipais de saúde (Conasems), além da maioria dos que participaram de consulta pública aberta pela pasta. Na antevéspera do Natal, Queiroga havia afirmado que o governo vacinaria as crianças apenas mediante prescrição médica, o que gerou críticas de especialistas, pois não houve a mesma exigência para outras faixas etárias. A medida foi considerada na ocasião uma forma de dificultar a imunização.

 

 

Saúde do Paraná abastece regionais com Tamiflu e vacinas contra Covid

 

Curitiba – A Secretaria de Estado da Saúde descentralizou ontem (5) mais 246.900 unidades do antiviral para o tratamento da síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave, o fosfato de oseltamivir (Tamiflu), para as Regionais de Saúde, fechando um pacote de 380 mil cápsulas do medicamento. Ontem já haviam sido distribuídas 133.100 unidades para a 10ª RS, 20ª RS, 17ª RS e 16ª RS.

“Já solicitamos mais remédios ao Ministério da Saúde, mas medidas não farmacológicas também devem ser respeitadas, pois não valem só para a Covid-19, valem também para a Influenza. Uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel são algumas delas”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A secretaria também mandou, via terrestre, 315.234 vacinas contra a Covid-19. Os imunizantes são referentes à 75ª remessa do Ministério da Saúde, destinada à dose de reforço (DR) e primeira e segunda doses (D1 e D2) da população a partir de 12 anos. Do total, 315.054 são vacinas da Pfizer/BioNTech, sendo 59.436 D1 e 49.836 D2 da população em geral acima de 12 anos, além de 205.782 doses de reforço.