SAÚDE

Saúde confirma mais quatro óbitos por dengue no Paraná

04 de maio de 2022 às 08:05
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Cascavel – A Secretaria Estadual de Saúde confirmou ontem (3), por meio do boletim semanal, mais quatro mortes em decorrência de dengue, aumentando para nove o número total de óbitos no Paraná. São três mulheres e um homem com idades entre 10 e 87 anos, que residiam em Cascavel, Catanduvas, Ivatuba e São Jorge do Ivaí e ocorreram entre os dias 1º e 8 de abril.

O estado soma também 37.048 casos confirmados, um aumento de 23,45% em sete dias. Dos 374 municípios que registraram notificações de dengue, ou seja, 93,7% do estado, 309 já confirmaram a doença, ou seja, 77,4%. De acordo com o relatório, 269 deles confirmaram casos autóctones no período, quando a dengue é contraída no município de residência dos pacientes.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, infelizmente o número de mortes cresce, assim como o de casos e é essencial o atendimento clínico e diagnóstico rápido da doença, para que os pacientes sejam avaliados pelos serviços de saúde. “Nossas equipes de vigilância e atenção acompanham os casos e atuam em todas as regiões do Paraná na orientação e capacitação dos profissionais de saúde para o controle da doença”, afirmou o secretário.

Também foi publicado o segundo informe entomológico, referente ao período de 01/03/2022 a 29/04/2022 que apresenta os principais criadouros do Aedes aegypti no Estado. Os dados são provenientes do levantamento entomológico realizado pelos municípios e informados à Secretaria. Criadouros como lixo recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em pátios e ferros-velhos, entulhos de construção, são os principais depósitos passíveis de remoção e representam 38,2% dos criadouros encontrados.

O informe também aponta que depósitos móveis como vasos e frascos com água, pratos, pingadeiras, recipientes de geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósito de construção e objetos religiosos correspondem ao 2º grupo de maior relevância para o ciclo de vida do mosquito.

Outro depósito importante, que corresponde a 16,5% dos criadouros, são os locais de armazenamento de água, no solo, como as cisternas e caixas d’água. Com ações simples de remoção, proteção, limpeza e destinação adequada de resíduos sólidos, é possível evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Os principais sintomas da doença são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Nas formas mais graves, a dengue pode causar hemorragia interna em órgãos e tecidos e levar à morte.

 

Para controle da dengue é fundamental eliminar os focos de proliferação do mosquito transmissor

 

Foto: AEN

 

Brasil registra aumento de 113,7% nos casos

 

O Brasil registrou um aumento de 113,7% nos casos prováveis da doença até abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo boletim do Ministério da Saúde desta semana, foram 542.038 casos prováveis, entre 2 de janeiro e 23 de abril de 2022, praticamente o mesmo que foi registrado em todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 544 mil casos prováveis de dengue.

A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 920,4 casos por 100 mil habitantes, seguida das regiões Sul com 427,2 casos por 100 mil habitantes e Sudeste com 188,3 casos para cada100 mil habitantes. O estado de Goiás tem sido um dos mais afetados, liderando a incidência da doença no país, com 1.366 casos para cada 100 mil habitantes.

Desde o início do ano, já foram confirmados 160 óbitos por dengue no país, sendo 147 por critério laboratorial e outros 13 por análise clínica. Os estados com mais registro de mortes pela doença até agora são: São Paulo com 56 mortes, Goiás com 19, Santa Catarina também com 19 e a Bahia com 16. Outros 228 óbitos ainda estão em investigação. Até o dia 23 de abril, foram notificados 378 casos de dengue grave e 4.741 casos de dengue com sinais de alarme.

 

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