Pesquisadores e estudantes da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) desenvolveram uma horta comunitária com plantas medicinais reconhecidas e aprovadas pelo Ministério da Saúde. O espaço, localizado na cidade de Francisco Beltrão, contém ervas como alecrim, espinheira-santa, hortelã, guaco, ora-pro-nóbis, entre outras.

A Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio do Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), investiu R$ 85 mil no projeto. O recurso foi utilizado na confecção de uma cartilha com informações sobre as principais plantas medicinais. O material foi distribuído nas escolas da região.

A proposta pretende resgatar a utilização das plantas medicinais e valorizar os saberes locais. Na horta também são produzidas hortaliças e plantas aromáticas como estímulo para a diversificação e qualidade alimentar das famílias envolvidas no projeto.

São feitos trabalhos de orientação sobre os benefícios e as formas de uso das plantas. Cada família possui um canteiro individual na horta e os alimentos plantados também podem ser comercializados, criando uma alternativa na geração de renda da comunidade.

A ideia é distribuir chás e mudas entre os moradores do bairro Padre Ulrico, um dos mais carentes do município. A ação, desenvolvida em parceria com a Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), conta com a participação de professores e alunos dos cursos de Medicina, Geografia, Serviço Social e Pedagogia da universidade.

A coordenadora do projeto e pesquisadora, Roseli Alves dos Santos, explica que a horta está atrelada ao Coletivo de Mulheres do Campo e da Cidade, que desenvolve ações de organização e participação feminina nos espaços públicos da região. “A horta tem função social e terapêutica, além de constituir-se numa forma de incentivo para novas práticas em relação ao consumo, gerando renda para diversas pessoas”, diz a pesquisadora.

EDUCAÇÃO – Com o apoio da Associação de Estudos e Orientações Rurais e da Prefeitura de Francisco Beltrão também são ofertados cursos sobre a história e utilização correta das plantas medicinais para estudantes das escolas e universidades da região.

“Reunimos as pessoas mais velhas para compartilhar as experiências com as crianças do bairro. Queremos incentivar esse olhar de valorização sobre as plantas medicinais, pois elas fazem parte do nosso patrimônio e da nossa história”, destaca a coordenadora do projeto.