OMS admite erro e classifica como “elevado” risco internacional do coronavírus

Entidade tinha classificado risco internacional como "moderado"; subiu para 82 o total de mortes e 2,7 mil infectados

A OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a classificar como “elevado” o risco internacional do coronavírus nesta segunda-feira (27), após tê-lo qualificado como “moderado” em informe na semana passada. Segundo a entidade, “houve um erro” de formulação na avaliação anterior.

“Trata-se de um erro de formulação nos informes de situação dos dias 23, 24 e 25 de janeiro, e o corrigimos”, informou uma porta-voz da instituição, que tem sede em Genebra. A avaliação do risco do vírus, de acordo com a entidade, foi atualizada para: muito elevado na China, elevado em nível regional e elevado em nível mundial.

A China confirmou a primeira morte na capital do país, Pequim, hoje. O número total de mortos em decorrência da nova cepa do coronavírus chega a 82, todos na China. Mais de 2,7 mil pessoas foram infectadas no país. O vírus já foi detectado na Ásia, na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. O Brasil já descartou suspeitas e não tem, até o momento, caso confirmado do coronavírus.

Na última quinta-feira (23), a OMS considerou que era “muito cedo” para falar em “emergência de saúde pública de interesse internacional”. “Ainda não é uma emergência sanitária mundial”, mas “poderia ser”, declarou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a China.

A OMS só aciona a medida em casos de epidemias que necessitam de uma reação mundial, como o H1N1 em 2009 e o vírus da zika em 2016.

Coronavírus
Ao menos 82 pessoas morreram e mais de 2,7 mil foram infectadas na China, desde que a doença apareceu no final de dezembro. O vírus já foi detectado na Ásia, na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália.

No surto de SARS, entre 2002 e 2003, a OMS criticou Pequim por ter adiado o alerta e tentado esconder a verdadeira dimensão da epidemia. Mas a entidade também foi criticada nos últimos anos. Considerada alarmista por alguns durante a epidemia do vírus H1N1 em 2009, a entidade foi acusada de não ter divulgado a real extensão da epidemia de Ebola na África Ocidental, em 2014.



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