O Hospital de Clínicas de Curitiba (HC), maior hospital do estado, fechou a última ala exclusiva para pacientes de Covid-19 na quarta-feira (18). Depois de conviver com a dor diária e a luta pela vida dos pacientes, os profissionais da linha de frente celebraram o momento.

O espaço foi desativado depois da redução na demanda de pacientes da doença após o avanço da vacinação contra a Covid. O Paraná tem 63% da população com o esquema vacinal contra a doença completado (com segunda dose ou dose única), de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde.

“Neste momento significa o cumprimento de uma missão. De ter contribuído para a mitigação da pandemia. E ele significa realmente simbólico, é o fechamento da última ala que estava atendendo Covid e principalmente a retomada do hospital para sua missão”, afirmou Claudete Reggiani, superintendente do HC.

 

Profissionais celebraram momento que marca melhora da pandemia — Foto: Reprodução/Geferson da Silva Araújo

Profissionais celebraram momento que marca melhora da pandemia — Foto: Reprodução/Geferson da Silva Araújo

Durante toda a pandemia, o hospital foi referência no atendimento à doença. Entre março e maio deste ano, quase metade dos leitos do HC chegou a ser ocupado por pacientes de Covid.

Foram 200 pessoas internadas, entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no período. A ala chegou também a ocupar metade de um andar inteiro do hospital.

“A partir do momento que esse espaço não é tão necessário, esse momento foi uma espécie de despedida dos colegas que terão que sair, retornar para seus setores. Uma espécie de abraço que nós não pudemos der durante todos esses 21 meses de pandemia que a gente vem trabalhando”, comentou a enfermeira Ligia Palu.

 

Consultas e cirurgias represadas

 

Com o fim das alas exclusivas, o HC agora volta o foco ao atendimento da população em geral. De acordo com a superintendente da instituição, o objetivo é dar vazão à fila de cirurgias e consultas eletivas.

Segundo Claudete, são mais de 10 mil cirurgias eletivas represadas no hospital e outras 100 mil consultas especializadas em espera. Para zerar as filas são realizados mutirões.

“Primeiro aprendizado foi a capacidade do hospital se transformar, mudar. A segunda questão foi ver os profissionais de saúde que se disponibilizaram para atender as pessoas. Ano passado ninguém tinha vacina, e as pessoas colocavam sua vida em risco para cuidar dos doentes”, ressaltou a superintendente.

(g1 Paraná)