Saúde

Infecção no dente é risco para doença cardíaca?

Uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca

Infecção no dente é risco para doença cardíaca?

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de esses elementos serem de grande influência, o cardiologista Lucas Velloso Dutra, do Hospital Edmundo Vasconcelos, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos. “A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

A rapidez no diagnóstico e o tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal-estar, taquicardia e falta de ar.

Lucas Velloso Dutra esclarece que, após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Problemas dentários podem reduzir a autoestima e causar doenças

É na boca que nasce a mais humana das expressões, o sorriso. Conhecido como o nosso “cartão de visita”, ele possui um importante papel na nossa vida, pois é por meio dele que, muitas vezes, mostramos ao mundo como nos sentimos.

Vivenciamos uma época de superexposição nas mídias e nas redes sociais, e o sorriso pode se tornar um vilão para a autoestima de pessoas com alguma deficiência estética odontológica, como dentes mal posicionados, amarelados ou com cáries. No entanto, além das aparências, estão questões que podem estar relacionadas até a uma série de problemas de saúde.

Já imaginou você ter tanta vergonha do próprio sorriso a ponto de não ter uma foto sequer sorrindo em seu perfil? O dentista Robson André relata que esse não é um caso incomum: “Hoje em dia, facilmente podemos quantificar o quanto o sorriso de nosso paciente está afetando sua autoestima. Uma simples visita ao seu perfil do Instagram pode revelar um histórico de imagens sem sorrir ou com sorrisos tímidos, sem exposição dos dentes, e esse quadro está ficando cada vez mais frequente.”

O especialista aponta que a linguagem do rosto é provavelmente a forma mais comum de comunicação entre as pessoas e ressalta o motivo pelo qual problemas na estética dental e facial podem acarretar em outras questões de saúde e bem-estar: “A expressão facial não apenas traduz um sentimento mas também o estimula. Ou seja, quem ri porque está feliz fica ainda mais feliz porque ri e o autocondicionamento para não sorrir pode acabar tendo uma ação inversa, deixando o indivíduo ainda mais infeliz. Fatores como o bullying e a insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do indivíduo ao convívio social e até mesmo gerar o aparecimento de outras doenças, tanto cardíacas, devido a bactérias bucais viajando na corrente sanguínea, como a depressão, considerada o mal do século 21”, revela.

Tratamentos

Robson André conta que os avanços da odontologia estética têm sido aliados para oferecer tratamento mais rápidos e eficazes. “Hoje temos diversas formas de reestabelecer a função e a estética de nossos pacientes. Além disso, recentes avanços permitem inclusive que o paciente mantenha a estética do sorriso mesmo durante o tratamento. Seja com o uso de aparelhos ortodônticos invisíveis ou provisórios superestéticos para os tratamentos protéticos, já iniciamos a transformação física e psicológica do paciente desde a primeira consulta”.

A exposição nas redes sociais também permite que o profissional perceba a satisfação do paciente: “É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente. Constatar que a mudança no sorriso foi capaz de transformar sua autoestima é recompensador.”