Rio de Janeiro – O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro chegou a 1,16%. O índice, calculado pelo IBGE, é o maior para o mês de setembro desde 1994. Naquele mês, o índice marcou 1,53%. O IPCA ficou 0,29 ponto percentual acima da taxa registrada em agosto, que foi de 0,87%. Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, o índice, que é a inflação oficial no país, acumula uma alta de 6,90%. É a primeira vez, após 5 anos, que a taxa anual atinge dois dígitos. Resultado do mês foi puxado pela alta da de 6,47% na conta de energia elétrica.

O percentual de setembro foi puxado pelos grupos habitação, com alta de 2,56% (0,41 ponto percentual) e transporte, 1,82% (0,38 ponto percentual). Segundo a análise do IBGE, o reajuste da tarifa de energia elétrica (6,47%) puxou a alta em habitação. Em relação aos transportes, o resultado foi causado pelos aumentos nos preços dos combustíveis (2,43%). O IPCA é medido em 15 capitais brasileiras e o Distrito Federal para famílias com renda de um a 40 salários-mínimos.

 

INPC sobe 1,20%

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro subiu 1,20%, registrando 0,32 ponto percentual acima do mês de agosto (0,88%). Assim como o IPCA, o INPC deste mês foi o maior para setembro desde 1994, quando ficou em 1,40%. O INPC registra a inflação para famílias de um a cinco salários mínimos.

De acordo com os dados, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em setembro. O maior impacto (0,41 p.p.) e a maior variação (2,56%) vieram de Habitação, que acelerou em relação a agosto (0,68%). Na sequência, vieram Transportes (1,82%) e Alimentação e Bebidas (1,02%), cujos impactos foram de 0,38 p.p. e 0,21 p.p. respectivamente. Esses três grupos contribuíram, conjuntamente, com cerca de 86% do resultado de setembro (1,0 p.p. do total de 1,16). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,01% em Educação e a alta de 0,90% em Artigos de residência.

O resultado do grupo Habitação (2,56%) foi influenciado principalmente pela alta da energia elétrica (6,47%). Em setembro, passou a valer a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Em agosto, a bandeira vigente era a vermelha patamar 2, na qual o acréscimo é menor (de R$ 9,492 para os mesmos 100 kWh).