Brasília – O governo elevou a estimativa de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano de 5,05% para 5,9%. O valor supera o teto da meta a ser perseguida pelo Banco Central em 2021, de 5,25%.

O número foi divulgado nessa quarta-feira (14) pelo Ministério da Economia e atualiza a projeção anterior, calculada em maio. Para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado para reajustar uma série de despesas públicas (como as aposentadorias), a estimativa passou de 5,05% para 6,2%.

O IPCA acumula alta de 8,35% em 12 meses terminados em junho. Entre os fatores que pressionam os números, está o aumento do preço dos alimentos, dos combustíveis e da energia elétrica (decorrente das alterações nas bandeiras tarifárias).

O ministério vê indicadores como a inflação de serviços (de 2,23% em 12 meses terminados em junho) ainda contribuindo para limitar a escalada de preços devido à “elevada ociosidade da economia”. A expectativa, no entanto, é que o setor se expanda nos próximos meses, impulsionado pelo avanço da vacinação contra a covid-19.

A elevação prevista é ainda mais forte para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que tem abrangência maior por englobar também o setor atacadista e o custo da construção civil. A previsão do governo para o índice passou de 15,21% para 17,4% em 2021 (o indicador já havia alcançado 23,1% em 2020).

O governo também alterou a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano de 3,5% para 5,3%, acompanhando o maior otimismo do mercado sobre a atividade no País e no mundo após a retração gerada pela pandemia em 2020.