Idade, exposição a produtos químicos, exposição à radiação ou à quimioterapia prévia, infecções virais como HIV, presença de imunodeficiências adquiridas ou hereditárias. Esses são alguns dos fatores de risco para o câncer do sistema linfático. O tema ganha destaque pois 15 de setembro é o Dia Mundial da Conscientização sobre Linfomas. O mês é dedicado à conscientização e à prevenção da doença.

“Pessoas que trabalham em postos de gasolina, com produção de tinta, plástico, couro e borracha ou que trabalhem no setor de siderurgia, devem ficar atentas ao aparecimento dos sintomas, já que estão em constante contato com produtos químicos. Não há fatores de proteção, já que esse tipo de câncer tem pouca associação com estilo de vida. Ele também está associado a fatores genéticos como envelhecimento, mutações e vírus capazes de infectar linfócitos”, explica a hematologista do CEONC Hospital do Câncer de Cascavel, doutora Vitória Ceni.

Os principais sintomas do câncer do sistema linfático são: perda de peso não intencional, febre, coceira na pele, suor noturno, cansaço, aumento nos gânglios pelo corpo, aumento do baço, além da possibilidade de apresentar outros sintomas de acordo com a localização do linfoma.

O que é o linfoma e como detectar?
O linfoma é um câncer do sistema linfático, responsável pela drenagem e recolhimento do líquido que se acumula nos tecidos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea, além de ser um sistema que atua na defesa do organismo.

“Ele é representado por vários órgãos e estruturas, como os linfonodos, baço e vasos linfáticos, nos quais uma grande quantidade de glóbulos brancos, em especial os linfócitos, circulam. Dessa forma, quando um linfócito do sistema linfático se transforma em maligno, surge o linfoma”, explica doutora Vitória Ceni.

O linfoma abrange uma grande diversidade de subtipos com diversos comportamentos. Dessa forma, a gravidade dependerá do subtipo e do estado em que o linfoma for detectado. O linfoma pode ser um câncer localizado ou um câncer com acometimento em várias estruturas do corpo.

O PET-CT é um exame que revela as alterações no metabolismo celular e é essencial para este diagnóstico. Ele é o exame mais específico para detectar atividade do linfoma e evidenciar a presença da doença pelos diversos locais do corpo.

O tratamento do linfoma envolve a quimioterapia. Porém, há outras opções de tratamento que podem ser usadas, sozinhas ou em associação com a quimioterapia, como a radioterapia, a imunoterapia e o transplante de medula óssea.