Paris – O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nessa quarta-feira uma extensão da quarentena em vigor em algumas áreas do país, como Paris, a todo o território francês a partir de sábado. Entre essas medidas, que vão vigorar por pelo menos um mês, está o fechamento do comércio não essencial e a proibição de deslocamento por mais de 10 km. O governo também fechará as escolas e creches do país por três semanas. O toque de recolher, implementado ainda em 2020, continuará em vigor entre as 19h e as 6h.

Macron vem resistindo desde janeiro à ideia de confinar parte do país pela terceira vez, mas teria sido convencido a mudar de ideia por causa de uma terceira onda de casos de covid-19, que está sobrecarregando os hospitais franceses.

No discurso, Macron afirmou que nenhuma região da França está fora de risco e que, por isso, foi preciso ampliar o lockdown para cobrir todo o território nacional. Segundo ele, 44% das mais de 5 mil pessoas internadas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), número não visto desde abril do ano passado, têm menos de 65 anos. “Vamos perder o controle se não nos movermos agora”, disse, em anúncio na TV.

O país fechou suas escolas por dois meses no primeiro bloqueio, mas as deixou abertas no segundo confinamento, em novembro, limitando o número de alunos por turma.

A determinação em manter, até agora, as instituições de ensino abertas é popular entre os franceses, mas o presidente vinha sendo criticado por ignorar os alertas de especialistas sobre a necessidade de adotar mais restrições. “É a melhor solução para desacelerar o vírus”, justificou, após um apelo feito por médicos, professores e autoridades regionais.

No discurso, o presidente francês destacou que as vacinas representam a principal esperança para que o país possa superar a pandemia e prometeu, a partir de meados de maio, reabrir alguns estabelecimentos culturais com regras rígidas para evitar a disseminação do vírus.

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, irá nesta quinta-feira ao Parlamento para falar sobre o agravamento da epidemia e as medidas necessárias para controlar a situação.