Foz já registra 6,5 mil demissões e o caos do desemprego é iminente

Cidade registra onda de demissões diante da falta de perspectivas para amenizar a crise econômica.

Estão cada vez mais graves os reflexos do fechamento do comércio por causa do novo coronavírus em Foz do Iguaçu.

Quando usar máscara de pano

Com a maioria dos estabelecimentos comerciais e de serviços fechados desde 20 de março, o faturamento das empresas caiu bruscamente. A consequência é uma onda de demissões que tende a piorar.

Levantamento realizado pela ACIFI (Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu) revela que as empresas atendidas por cinco dos principais escritórios de contabilidade da cidade empregavam 15.274 funcionários antes da crise.

Desse total, 1.674 foram demitidos por causa da crise econômica. Ou seja, 11% deles.

Ao projetar esse índice de 11% de demissões para o universo de 59,3 mil empregos formais registrados no município, conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), é possível estimar que a cidade já registra, pelo menos, 6,5 mil demissões entre aqueles empregos com carteira assinada.

Dois aspectos iniciais sustentam a projeção. A amostragem toma como base 15,2 mil empregos formais de um universo de 59,3 mil computados no município. Ou seja, adota como ponto de partida 25% do total absoluto de vagas com carteira assinada na cidade. Uma amostragem significativa de um quarto da realidade local.

Turismo sofre

A onda de demissões provocadas pelos efeitos da pandemia tende a ser ainda maior.  A projeção feita não engloba a maioria das empresas do turismo (hotéis e atrativos), pois esses possuem equipes próprias de contabilidade. Nesse caso, enquete extraoficial indica índice ainda maior de desligamentos.

Pequenos e fronteira

Coloque nesse cenário desolador os microempreendedores individuais, os autônomos e os informais, que tiveram renda reduzida ou mesmo ficaram sem receita. Mesmo as empresas que têm conseguido segurar as demissões (ao utilizar as alternativas trabalhistas) já anteciparam à entidade que planejam demitir em grande escala nas próximas semanas.

E após as férias?

Diante da pandemia do novo coronavírus, uma das primeiras medidas tomadas pelos empresários para preservar empregos em Foz do Iguaçu foi dar férias para os seus funcionários.

A alternativa para evitar demissões em massa por causa do fechamento de empresas determinado pelo governo foi conceder férias vencidas ou mesmo antecipá-las.

A solução provisória começou a ser implantada tão logo foi publicado o Decreto 27.980, em 19 de março de 2020, que determinou o fechamento, em 20 de março, de shopping centers, lojas comerciais e comércio em geral – com exceção dos serviços essenciais, que continuaram em funcionamento.

O período de 30 dias começa a terminar na segunda-feira (20), para quem adotou a medida de imediato (e assim em diante).

( Portal Tri com informações da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu).


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