Nas áreas urbanas, estima-se que mais de 15% da frequência das interrupções de energia está relacionada a galhos de árvores enroscados ou caídos sobre a rede de distribuição. A situação se agrava nos dias com vendavais ou fortes temporais, quando há queda de galhos grandes ou de árvores inteiras sobre a rede.

Para garantir a convivência harmoniosa e duradoura entre árvores e rede elétrica nos centros urbanos, a Copel mantém o Programa Florestas Urbanas, criado em 2007 e reformulado em 2015 para dar apoio aos municípios paranaenses no planejamento da arborização de ruas.

Desde que foi criado, o programa já atendeu mais de 100 municípios, com o fornecimento de mais de 60 mil mudas para plantios em ruas, avenidas e praças. No primeiro semestre de 2021, foram distribuídas cerca de 3 mil mudas para dez municípios no Estado.

“Os municípios relatam dificuldade para implantar seus planos de arborização urbana, muitas vezes pela falta de mudas com tamanho padrão para plantio nas calçadas e também de espécies adequadas ao plantio sob as redes de energia, muitos não têm viveiro próprio. A maior parte são municípios de pequeno porte”, afirma a engenheira florestal e coordenadora do Programa Florestas Urbanas da Copel, Luciana Leal.

Durante a pandemia, o programa teve continuidade, inclusive com vários novos pedidos. A solicitação de mudas do Programa Florestas Urbanas é feita de modo online à Copel, e a retirada atualmente é feita no horto florestal mantido pela Copel Geração e Transmissão na Usina Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo, em Reserva do Iguaçu).

 

Matas ciliares

A Copel preserva todas as tipologias de vegetação do Paraná por meio do Programa Florestas Ciliares, que desde 2005 realiza o reflorestamento e o cercamento de Áreas de Preservação Permanente no entorno de usinas hidrelétricas, para que esses ambientes possam retomar a sua funcionalidade ecológica, em especial no que se refere à proteção do solo e da água, além da conformação de habitat para os animais.

No total, a Copel tem 2.810 quilômetros de margens de rios e reservatórios preservadas no Paraná. A recomposição dessas áreas também é feita com mudas cultivadas nos hortos florestais da Companhia. As florestas ciliares levam este nome justamente por funcionarem como cílios protetores, que reduzem a chegada de detritos ao leito do rio e o seu consequente assoreamento.

 

Sustentável

A Copel tem um histórico de recuperação ambiental que remonta à década de 1970, quando suas primeiras obras de usinas ganharam seus primeiros Hortos Florestais, com a produção de mudas.

As ações recentes que a Companhia desenvolve para a formação e a preservação de florestas reforçam seu compromisso com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) – uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030. A Copel se comprometeu com os ODS em 2016 e tem realizado muitas ações envolvendo todas as suas subsidiárias em prol da Agenda 2030.