Saúde

Contra variante Delta, Paraguai intensifica fiscalização na fronteira

Vigilância fica mais acirrada para tentar conter nova variante

Contra variante Delta, Paraguai intensifica fiscalização na fronteira

Foz do Iguaçu – A partir desta quarta-feira (21), viajantes que queiram entrar no Paraguai para viagens ao interior ou à capital Assunção estarão sujeitos a novas medidas de fiscalização em locais como a Ponte Internacional da Amizade. Os controles serão feitos no momento do registro do ingresso no país, no balcão da Direção-Geral de Migrações. O objetivo é criar barreiras à entrada da variante Delta do novo coronavírus. As informações são do Portal H2Foz.

De acordo com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, para receber a autorização de entrada em território paraguaio será preciso apresentar resultado negativo de teste do tipo RT-PCR e certificado de vacinação internacional contra a febre amarela. Quem for de fora do Mercosul terá, também, de contar com seguro médico internacional.

A principal diferença em relação às regras anteriores é que haverá exigência de quarentena obrigatória de no mínimo cinco dias, que deve ser cumprida em hotel, domicílio ou albergue mantido pelo governo local. No quinto dia, será necessário fazer um novo teste de detecção do Sars-CoV-2.

 

Em Foz

O anúncio de novos controles gerou dúvidas quanto à circulação de pessoas entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, que não deve ser afetada. Brasileiros que cruzam a fronteira pela manhã, passam o dia no lado paraguaio e retornam à Terra das Cataratas à tarde, por exemplo, poderão continuar a fazê-lo sem alterações na rotina.

 

A variante

Identificada primeiramente na Índia, a variante Delta é considerada mais transmissível que as mutações anteriores do novo coronavírus. No Brasil, são mais de 100 casos já identificados.

No Paraná, até ontem eram 13 confirmações nas cidades de Araucária, Piên, Curitiba, Piraquara, São José dos Pinhais, Apucarana, Mandaguari, Rolândia e Francisco Beltrão. Desses infectados, seis morreram.

Fonte:

 


Com doses extras, Foz deve ser a 1ª cidade do Paraná a vacinar toda a população adulta

Foz do Iguaçu deve ser um dos primeiros municípios brasileiros a encerrar a vacinação contra a covid-19 com ao menos uma dose na sua população adulta. Essa velocidade só será possível porque o Ministério da Saúde destinou ao Município – e outros três da região de fronteira no Paraná (Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste) – lote extra de imunizantes como estratégia de controle da circulação de novas variantes, como a delta (indiana).

Nesta quarta-feira (21), adultos com 28 anos ou mais serão imunizados na cidade. Essa programação foi apresentada ontem ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e ao secretário estadual da Saúde, Beto Preto, em uma visita técnica a um dos locais de vacinação em Foz como acompanhamento simbólico dessa nova estratégia de proteção nos municípios que têm vizinhos estrangeiros.

Foz do Iguaçu tem a fronteira mais movimentada do País e um levantamento feito pelo Consulado do Paraguai na cidade indica que pelo menos 98 mil brasileiros moram no país vizinho, com trânsito intenso pela Ponte da Amizade. Diante dessa realidade, a Secretaria de Estado da Saúde solicitou 90 mil doses a mais para esses quatro municípios, o que possibilitará concluir esse primeiro ciclo. O governo federal acatou a sugestão e 45 mil já foram encaminhadas, sendo 37 mil a Foz.

“É necessário um controle sanitário para que consigamos ter uma promoção de saúde nos padrões que desejamos para o Brasil e para os demais países da América do Sul. A imunização na fronteira tem um papel de grande relevo na região, justamente pelo trânsito dos cidadãos dos países vizinhos que podem trazer doenças para o nosso País”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

Durante o evento, quatro brasileiros que têm dupla nacionalidade foram vacinados pelo ministro e pelo secretário para simbolizar o ato na região. “A nossa fronteira tem 84 etnias. Elas cruzam a ponte todos os dias, e, se somarmos os municípios que fazem divisa tanto com o Paraguai quanto com a Argentina, temos um milhão de habitantes, além do maior porto seco da América Latina. Controlar a transmissão da doença nessa região é um desafio muito grande, e essa imunização na fronteira é uma política acertada para reforçar a proteção”, disse o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro.

“Nós já estamos com 70% da nossa população adulta vacinada com a primeira dose e 20% com a segunda dose. Acreditamos que até agosto a gente alcance 100% da população adulta com a primeira dose”, disse a secretária municipal de Saúde, Rosa Maria Jerônymo durante a visita do ministro e secretário.

 

Calendário

O ministro afirmou que há previsão de chegada de mais doses ao governo federal, e o Ministério da Saúde estima que a população adulta receba pelo menos uma dose, ou dose única, até o fim de setembro. O calendário da pasta coincide com as datas divulgadas pelo governo do Estado.

“Até setembro, todos os brasileiros com mais de 18 anos devem ter recebido ao menos uma dose de vacina contra a covid-19, e, concomitantemente, 50% da população já deve estar imunizada com as duas doses”, disse.

Há expectativa de distribuir 40 milhões de doses em julho a todo o País, o que será reforçado com o anúncio de segunda (19) da Pfizer/BioNTech, de entrega de 13 milhões ao governo federal até 1º de agosto.

 

Visita

O ministro Queiroga e o secretário Beto Preto visitaram o Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz. A unidade conta atualmente com 137 leitos exclusivos para atendimento à covid-19, sendo 70 UTIs e 67 enfermarias.