Contas abertas: Percentual de endividados é o maior desde 2010

Trata-se do maior percentual da série histórica do levantamento, iniciado em janeiro de 2010.

São Paulo – O percentual de famílias com dívidas no País subiu para 65,6% em dezembro, ante 65,1% em novembro, segundo pesquisa divulgada nessa quinta-feira (9) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Trata-se do maior percentual da série histórica do levantamento, iniciado em janeiro de 2010.

Em dezembro de 2018, o percentual era de 59,8%.

O indicador considera dívidas os compromissos assumidos com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Apesar do nível recorde de famílias endividadas, houve queda no percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso (de 24,7% dos endividados em novembro para 24,5% em dezembro) quanto no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes (de 10,2% em novembro para 10% em dezembro). Ambos os indicadores, entretanto, apresentaram alta em relação a dezembro de 2018.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o resultado ligar um sinal de alerta, o endividamento não foi acompanhado de um aumento expressivo da inadimplência, o que indica, segundo ele, uma dívida com responsabilidade e compatível com a renda das famílias.

“A tendência de alta do endividamento está associada à ampliação do mercado de crédito ao consumidor, impulsionada por fatores como a melhora recente no mercado de trabalho, sobretudo no emprego formal, e a redução das taxas de juros para patamares mínimos históricos, o que permitiu a redução do custo do crédito”, afirma Tadros.

Ele destacou ainda que a parcela média da renda comprometida com dívidas recuou em dezembro para 29,7%, menor patamar desde junho de 2019.

Principais dívidas

O cartão de crédito foi mais uma vez apontado como o principal tipo de dívida, sendo citado por 79,8% – maior patamar da série histórica -, seguido por carnês (15,6%) e financiamento de carro (9,9%).



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