Cascavel – Um mutirão será realizado a partir dessa quarta-feira (5) em 20 unidades básicas de saúde de Cascavel para a vacinação contra a Covid-19. As unidades estarão abertas até as 22 horas e a Secretaria Municipal de Saúde reforçou que a ação busca oportunizar um horário diferenciado para a vacinação e, desta forma, ampliar a adesão para imunização com a segunda dose e dose de reforço.

As unidades que estarão abertas até mais tarde são: Brasmadeira, Interlagos, Ipanema, Riviera, Periolo, Morumbi, Presidente, Cascavel Velho, Parque Verde, Guarujá, Maria Luiza, Santo Onofre, 14 de Novembro, Canadá, Claudete, Floresta, Santa Cruz, Nova Cidade, Cancelli e Santa felicidade.

Além das unidades de saúde que atenderão no horário estendido, as demais unidades de saúde também estarão vacinando a população no horário convencional das 8h às 16h. Nesta terça-feira (4), todas as unidades permanecem vacinando das 8h às 16h.

Os profissionais de saúde estão aplicando a primeira dose para pessoas com 12 anos ou mais, segunda dose para quem tomou a primeira até o dia 14 de dezembro de 2021 e a dose reforço ou terceira dose é para os vacinados com a segunda até o dia 4 de setembro de 2021.

 

Repescagem

As unidades de saúde do Cancelli e São Cristóvão seguem com a repescagem da segunda dose para pessoas que por algum motivo deixaram de completar o esquema vacinal com os imunizantes CoronaVac e AstraZeneca. Na unidade do Cancelli acontece a vacinação com a CoronaVac e no São Cristóvão está disponível a AstraZeneca.

 

Influenza

Quem ainda não se imunizou contra a Influenza pode aproveitar que ainda dá tempo. A vacinação está sendo oferecida em todas as unidades de saúde de Cascavel das 8h às 16h para pessoas acima de 6 meses de idade.  As doses são remanescentes do ano anterior e para se imunizar é necessário levar carteira nacional de vacinação, CPF ou Cartão Nacional de Saúde e um documento com foto.

 

Doses para de crianças chegam na segunda quinzena de janeiro

 

Brasília – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou ontem (3) que as vacinas contra a Covid-19 para crianças de 5 e 11 anos vão chegar ao Brasil na segunda quinzena de janeiro e que serão distribuídas nos mesmos moldes que é feito atualmente. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou há duas semanas, a aplicação da vacina da Pfizer para crianças e diante do aval, o Ministério da Saúde decidiu incluir as crianças no Programa Nacional de Imunização e liberar a vacinação daquelas que apresentarem prescrição médica para isso.

A medida causou reação de governadores e pelo menos 20 estados, além do Distrito Federal, já adiantaram que não irão seguir a recomendação da pasta. Nesses estados, a vacinação deverá sem feita sem exigência de pedido médico: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Nesse público o imunizante já está sendo aplicado nos Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Chile, China e Colômbia.

 

Consulta pública

No domingo (2) foi encerrada uma consulta pública aberta pelo Ministério da Saúde sobre o assunto e nesta terça-feira haverá uma audiência pública com especialistas de diversas correntes sobre o assunto na sede da pasta, em Brasília. Representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) participarão do debate. Na quarta-feira (5) a pasta formalizará sua decisão sobre o assunto.

Queiroga ressaltou que a medida visa oferecer aos pais as informações necessárias para que eles possam tomar as melhores decisões para os seus filhos. A consulta pública para vacinação de crianças foi contestada no STF (Supremo Tribunal Federal) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Na última sexta-feira (31), a ministra Cármen Lúcia deu um prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro e Queiroga prestem informações sobre a medida. A confederação quer que o Supremo determine à União que a vacinação desse grupo passe a ser obrigatória e que a faixa etária seja incluída com urgência no Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.