Brasília – O presidente Jair Bolsonaro planeja prorrogar o auxílio emergencial até o fim do ano. O valor que será pago deve ser reduzido de R$ 600 para R$ 250 nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, conforme fontes que participam das discussões relataram à imprensa.

A sinalização feita pelo presidente foi dada a integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

A expectativa é de que a decisão de prorrogar o auxílio seja anunciada por Bolsonaro ainda nesta semana. O valor de R$ 250 é próximo ao que será pago no Renda Brasil, programa social que o governo desenha para substituir o Bolsa Família e que Bolsonaro quer que comece a ser pago em janeiro.

O pagamento do benefício contribuiu para aumentar a popularidade do presidente, mas a um custo mensal de R$ 50 bilhões – equivalente a mais de 17 vezes o gasto com o Bolsa Família -, considerado insustentável para os cofres públicos.

Integrantes da área política do governo queriam que o valor fosse de pelo menos R$ 300, enquanto Guedes defendia R$ 200. Bolsonaro encontrou um meio termo e definiu R$ 250.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o gasto previsto até agora soma R$ 254,4 bilhões, sendo que já foram desembolsados R$ 182,87 bilhões.

Desoneração total da folha

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), que será o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que unificará medidas de contenção de gasto com o programa Renda Brasil e a desoneração da folha, afirmou que estuda acabar com os encargos trabalhistas para quem recebe até um salário mínimo.

Para salários acima do piso, a desoneração estudada seria de 50% do valor da contribuição patronal.

O relatório à PEC está sendo feito com a equipe econômica, a partir da ideia do ministro Paulo Guedes (Economia) de concentrar tudo num só texto as discussões sobre gastos e renúncias. Eles vão aproveitar a PEC 186/2019, já em tramitação, para propor as medidas.