Avanço da Pandemia: Cascavel questiona Estado; mas COE recomenda fechamento do comércio

Já o HU (Hospital Universitário) de Cascavel, que vinha mantendo a lotação quase máxima, no início da noite tinha 15 pacientes e o 16º estava sendo aguardado, restando quatro UTIs vagas

Cascavel – O COE (Comitê de Operações de Emergência) de Cascavel decidiu oficiar o órgão similar estadual para que se manifeste sobre intenção de determinar algumas medidas restritivas para a região oeste do Paraná. Essa informação foi repassada pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, durante videoconferência e à imprensa.

Na tarde de ontem (24), o COE se reuniu para discutir a situação da pandemia em Cascavel. “A nossa deliberação é para que o COE estadual se manifeste sobre quais são essas restrições, quais são essas deliberações, e, quando tivermos tudo isso em mãos, o prefeito [Leonaldo Paranhos] analisará e poderá tomar decisões. Até o momento, não há alteração no decreto e permanecem vigentes as cláusulas que já estão no decreto”, disse o secretário de Saúde de Cascavel, Thiago Stefanello.

O secretário citou a lotação do Hospital de Retaguarda, que ontem teve os dez leitos de UTI, quatro de tratamento semi-intensivo e os 28 de enfermaria totalmente ocupados.

Já o HU (Hospital Universitário) de Cascavel, que vinha mantendo a lotação quase máxima, no início da noite tinha 15 pacientes e o 16º estava sendo aguardado, restando quatro UTIs vagas.

Com isso, a taxa de ocupação dos 30 leitos de UTI de Cascavel era de 86%, com 26 vagas ocupadas.

Os olhos do Estado se voltaram para o oeste devido à taxa de ocupação da Macro-Oeste, que está em 84%, sem considerar os quatro leitos de Toledo inoperantes por falta de respiradores.

Além da lotação dos leitos, outra questão que tira o sono das autoridades sanitárias é o desabastecimento de medicamentos e insumos usados na intubação de pacientes. “Os hospitais estão na iminência de não ter mais sedativos para trabalhar e fazer a intubação dos pacientes. Isso é uma grande preocupação. Agora é hora de aguardar as recomendações do COE estadual e da Sesa [Secretaria de Estado da Saúde] e aí fazer as análises necessárias”, afirma Thiago.

Comércio fechado?

Diante do cenário geral de Cascavel, que já registra 2.033 casos e 37 mortes, e com a taxa de risco à saúde apontar “Risco Muito Alto”, o COE encaminha ao prefeito Paranhos nesta quinta (25) a recomendação para que sejam tomadas medidas mais rígidas, dentre elas o fechamento de todas as atividades consideradas não essenciais. “O COE trabalha em cima de uma matriz de risco e essa matriz aponta hoje que Cascavel encontra-se num risco muito alto e isso indica que devem funcionar apenas os serviços essenciais”, acrescenta Stefanello.

Vale lembrar que o COE não tem poder deliberativo, e todas as decisões são tomadas pelo chefe do Executivo.

 

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