Por Paulo Alexandre 

“Os materiais, fotos e vídeos, apreendidos passarão por perícia técnica segundo a Polícia. Temos que combater essa rede grotesca de compartilhamento de arquivos de pornografia infantil. A grande maioria age como amigos das crianças ganhando sua confiança através de um comportamento que muitas vezes pode simular de outra criança ou adolescente da mesma idade já que as redes sociais permitem criar perfis falsos. Por isso eu reforço: pais, acompanhem as redes sociais de seus filhos, conversem sobre cuidados e sobre a importância de não divulgar detalhes da vida pessoal na internet”.

A declaração é do deputado estadual Cobra Repórter (PSD), presidente da Criai (Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência) da Assembleia Legislativa do Paraná, que ontem (18) enviou ofício à delegacia da Polícia Federal solicitando rigor nas investigações de um homem de 44 anos que foi preso em flagrante com mais de 7,5 mil arquivos de imagens e vídeos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes em Maringá. Ele foi preso pelos crimes de posse e armazenamento de arquivos de pornografia infantil, crimes tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente. A prisão ocorreu na última sexta-feira, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal.

Ainda ontem, policiais federais cumpriram um mandado judicial de busca e apreensão na casa de um suspeito de produzir e divulgar imagens e vídeos de pornografia infantil, em Cariacica (ES), na região metropolitana de Vitória. Segundo a PF, o homem já vinha sendo monitorado e a ação deflagrada é resultado de uma cooperação com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Ncmec, do inglês, National Center for Missing and Exploited Children).

Estes dois casos reforçam a necessidade de pais e responsáveis por crianças e adolescentes redobrarem atenção e, mais que isso, redobrarem esforço e compromisso em acompanharem os menores na utilização do ambiente virtual. Da mesma forma que a internet tem sido grande instrumento para educação e interação durante o “novo normal” da pandemia, velhas e conhecidas práticas também se aproveitam das novas necessidades para os abusos. Os riscos e consequências de um possível “abandono” por parte de pais e responsáveis são tão danosos quanto o próprio crime. Proteja o futuro, cuidando aqui e agora!