Acompanhe as atualizações sobre a inflação no Brasil. IPCA de 2026 está em 3,97% segundo o boletim Focus do Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Acompanhe as atualizações sobre a inflação no Brasil. IPCA de 2026 está em 3,97% segundo o boletim Focus do Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Brasil - A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, caiu de 3,99% para 3,97% em 2026. A estimativa consta no boletim Focus desta segunda-feira (9), divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Para 2027, a projeção da inflação foi mantida em 3,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado prevê inflação de 3,5% em ambos os anos.

Pela quinta semana consecutiva, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e segue dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que define um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

A primeira divulgação oficial do IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo IBGE, com os dados referentes ao mês de janeiro.

Em dezembro, a alta nos preços de transportes por aplicativo e passagens aéreas levou a inflação a 0,33%, acima dos 0,18% registrados em novembro. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado manteve os juros pela quinta reunião seguida.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou a intenção de iniciar a redução dos juros em março, caso o cenário econômico permaneça estável e a inflação sob controle.

Segundo o mercado, a Selic deve cair para 12,25% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções, para 10,5% e 10%, respectivamente. Em 2029, a taxa pode chegar a 9,5% ao ano.

Juros e economia

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e tendem a reduzir a pressão sobre os preços, mas também podem limitar o crescimento econômico.

Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro na definição das taxas cobradas dos consumidores.

Já a redução da taxa básica tende a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção e estimular a atividade econômica, ainda que com menor controle inflacionário.

PIB e câmbio

No mesmo boletim Focus, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026 foi mantida em 1,8%. Para 2027, a estimativa também é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado projeta expansão de 2% ao ano.

No terceiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1%, impulsionado pela indústria e pela agropecuária, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e o melhor resultado desde 2021, quando o PIB avançou 4,8%.

Já a previsão para o dólar é de R$ 5,50 ao fim deste ano, patamar que deve se manter até o final de 2027.

Fonte: Agência Brasil