
Paraná - Mesmo antes da entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, as exportações do Paraná para o bloco europeu totalizaram US$ 197,9 milhões em janeiro de 2026. O valor representa crescimento de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2025, quando as vendas somaram US$ 175,3 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Ipardes e divulgados nesta quarta-feira (11).
O avanço foi impulsionado principalmente por mercados tradicionais, como Alemanha, Holanda e Polônia, que registraram altas de 19,5%, 25,7% e 215,2%, respectivamente. As exportações para a Alemanha passaram de US$ 36,9 milhões para US$ 44,1 milhões, com destaque para o farelo de soja. Para a Holanda, o crescimento foi puxado pelo biodiesel, elevando as vendas de US$ 31,6 milhões para US$ 39,7 milhões. Já a Polônia ampliou as compras de US$ 5,4 milhões para US$ 17,1 milhões, também com predominância do farelo de soja.
O maior crescimento percentual ocorreu nas vendas para a Eslovênia, que saltaram de US$ 143,7 mil para US$ 14,4 milhões — alta de 9.952% — novamente impulsionadas pelo farelo de soja.
Entre os produtos exportados para o bloco europeu, destacaram-se máquinas de terraplanagem, papel, partes de motores para veículos, carne de frango in natura e produtos químicos, especialmente biodiesel, segmento no qual o Paraná possui forte participação nacional.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o desempenho reflete a busca ativa por novos mercados diante dos desafios globais. Ele avalia que a consolidação do acordo Mercosul–União Europeia poderá ampliar ainda mais o comércio e gerar impactos positivos para a economia estadual.
Estimativas do Ipardes indicam que cada aumento anual de 1% nas exportações para o bloco europeu pode acrescentar R$ 137,5 milhões ao PIB do Paraná e gerar cerca de 1,1 mil empregos, considerando os efeitos diretos e indiretos da atividade exportadora.
COMÉRCIO GLOBAL
No total, as exportações paranaenses alcançaram US$ 1,38 bilhão em janeiro de 2026, com os alimentos representando 58% das vendas externas. Além da União Europeia, os principais destinos foram China (US$ 226 milhões), Irã (US$ 67 milhões), Argentina (US$ 55 milhões), Estados Unidos (US$ 51 milhões) e Paraguai (US$ 50 milhões). O comércio com a China cresceu 30% na comparação anual, enquanto as vendas ao Paraguai aumentaram 6,6%.
Entre os principais produtos exportados no mês estão carne de frango (US$ 323 milhões), soja em grão (US$ 146 milhões), farelo de soja (US$ 107 milhões), papel (US$ 63 milhões), cereais (US$ 62 milhões), celulose (US$ 51 milhões) e carne suína (US$ 38 milhões).
Fonte: AEN