Terceirizados: HU pede à Justiça mais um ano

A direção do hospital aguarda a resposta da Justiça do Trabalho ao pedido de prorrogação do prazo para o cumprimento da decisão que pede a regularização de todos os funcionários terceirizados que trabalham no HU

Reportagem: Cláudia Neis

Cascavel – Faltando 14 dias para o fim dos contratos com os 178 funcionários terceirizados que atuam no HU (Hospital Universitário de Cascavel), a maioria médicos, e ainda sem solução para a continuação dos atendimentos no local, a direção do hospital aguarda agora a resposta da Justiça do Trabalho ao pedido de prorrogação do prazo para o cumprimento da decisão que pede a regularização de todos os funcionários terceirizados que trabalham no HU. O prazo concedido há um ano vence no próximo dia 26 e atende a uma sentença de ação que já tramitou em julgado.

“Fizemos oficialmente um pedido de prorrogação por um ano à Justiça, mas ainda não temos resposta”, disse ontem o diretor-geral do Hospital Universitário de Cascavel, Edison Luiz Leismann.

A solicitação veio após a juíza da 1ª Vara do Trabalho, Ingrid Muzel Castellano Ayres Barreiros, autora da sentença, afirmar em entrevista ao Jornal O Paraná que não havia sido procurada nem pelo HU nem pela Unioeste para uma possível prorrogação do prazo. “A intenção da Justiça não é fechar o hospital nem demitir pessoas e muito menos prejudicar o atendimento da população. Mas a Justiça não pode agir se não for provocada”, disse a juíza em entrevista publicada no dia 2 de agosto.

Sem plano B

Conforme Leissmann, caso não haja resposta positiva da Justiça, outra solução terá de ser buscada com o governo do Estado. Na última sexta-feira (9), o governador Ratinho Júnior garantiu que o HU não deve parar diante da situação, mas não soube dizer qual solução seria adotada. Disse apenas que em 2020, com orçamento a ser aprovado neste ano, a questão deve ter uma solução definitiva.

Além dos 130 médicos que até já receberam aviso de dispensa da direção do HU e que estarão impedidos de atuar na unidade a partir do dia 26, há ainda 23 enfermeiros, oito bioquímicos, sete farmacêuticos, dois gastrônomos, dois nutricionistas, dois fonoaudiólogos, dois psicólogos e profissional de serviço social que atuam de forma terceirizada no HU. Todos devem ter os contratos encerrados.

Os mais de 600 funcionários que seriam contratados via concurso substituiriam esses 178 e ainda seriam destinados ao funcionamento da Ala de Queimados. De acordo com Leissmann, estavam previstos também enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuariam na ala.

Novela longa

Vale lembrar que a novela dos funcionários terceirizados no HU já vem se arrastando há quase dez anos, já que a ação civil pública foi proposta contra a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) – que administra o HU – em 2010, com sentença em 2013. Desde então a situação vem sendo “empurrada com a barriga” e permanece sem solução.

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