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NITERÓI – Despejado das instalações que ocupava no campus do Valonguinho, no Centro, há uma semana, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (SintUFF) ainda estuda uma maneira de retornar para algum espaço nas dependências da universidade. Instalados provisoriamente na casa de cultura da entidade, na Rua Desembargador Geraldo Toledo, na Boa Viagem, o sindicato busca o apoio do conselho universitário e tenta encontrar mecanismos para derrubar a decisão da Justiça que determinou a saída.

O SintUff desocupou dez salas do prédio onde esteve instalado por 34 anos, no Valonguinho, no último dia 2, quando agentes da Polícia Federal cumpriram uma ordem de despejo no local. Os sindicalistas consideram política a decisão de retirá-los, e acusam a reitoria de retaliação.

? Foi uma forma de nos calar, porque somos contrários a diversas ações que vêm sendo executadas, como a entrega da administração do Hospital Universitário Antonio Pedro à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e o aumento da carga horária semanal de 30 para 40 horas; e ainda devido à nossa resistência em relação à implantação do ponto eletrônico ? afirma o coordenador de administração do SintUff, Pedro Rosa Cabral.

A reitoria da UFF diz que tentou negociar com o sindicato propondo cobrança de aluguel pela sua permanência no prédio, e que não obteve resposta. ?O Sintuff é uma instituição de direito privado, e, portanto, deveria ter a sua sede fora do espaço da UFF. No período que antecedeu a atual administração, o TCU alertou a universidade quanto à ilegalidade da ocupação do espaço, em 2008. Em maio de 2014, o MP notificou a universidade quanto ao uso irregular do espaço por agentes estranhos ao serviço público?, diz a reitoria em nota.