2015 826346069-2015 826240198-2015061835496.jpg_20150618.jpg_20150619.jpgRIO – A Saraiva entrou com processo de arbitragem contra a gestora de recursos GWI, presidida pelo coreano Mu Hak You. A livraria, que trava uma briga societária com seu investidor minoritário, pede reparos pelos danos causados à imagem da companhia. O processo foi aberto na Câmara do Mercado da BM&FBovespa, foro geralmente usado para resolução de conflitos societários.

Mu é acusado de abuso de direito de acionista por ter convocado, no início de junho, uma assembleia com o objetivo ?mitigar a possibilidade iminente de insolvência?. A assembleia foi suspensa pela Justiça, a pedido da família Saraiva, controladora da empresa, e foi considerada a gota d´água da disputa entre controladores e minoritários.

A empresa entende que a atitude de Mu afetou a credibilidade da livraria diante do mercado, uma vez que questionou sua viabilidade financeira. Além da GWI e de vários fundos que a gestora administra, o processo arbitral busca responsabilizar Mu e a advogada Ana Recart, ligada ao coreano, pelos danos.

INVESTIGAÇÃO NA CVM

Ambos foram afastados do Conselho de Administração no fim de julho, em assembleia de acionistas. Na mesma assembleia, o Conselho autorizou a Saraiva a iniciar a arbitragem contra esses investidores.

O valor da indenização ainda não está estipulado, segundo uma fonte com conhecimento do assunto. Um tribunal com três árbitros ainda será formado para analisar o caso e qualquer definição de valor será determinada ao longo do processo. Nem Saraiva nem GWI quiseram fazer comentários.

Paralelamente à arbitragem, a Saraiva já pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão que regula o mercado de capitais no Brasil) que investigue indícios de crimes de manipulação do mercado e informação privilegiada que teriam sido cometidos por Mu.