Recursos dos três programas de pós-graduação da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) – Biociência e Saúde, Ciências Farmacêuticas e Odontologia -, vão “salvar” as pesquisas em andamento no Biotério Central, no campus de Cascavel, suspensas semana passada devido à falta de dinheiro para a compra de alimento aos animais usados como base de experimentos científicos (ratos e camundongos).

Serão usados R$ 4,5 mil para a compra de ração, o que garante estoque até o fim do ano. O dinheiro é oriundo das inscrições para os processos seletivos dos programas, taxa que é depositada no caixa da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Pós-graduação da instituição. A previsão é de que as rações cheguem até a próxima terça-feira (2).

De acordo com a presidente do Comitê de Ética no Uso de Animais da Unioeste, Luciana Oliveira de Fariña, os três programas de especialização vão lançar mão de recursos emergenciais para pagar a ração dos roedores. A decisão, tomada ontem durante reunião entre pesquisadores, vai evitar que mais de 200 animais morram de fome. “Isso é uma situação emergencial para que os roedores não sejam sacrificados por falta de comida. É uma ação paliativa para terminar as pesquisas. Ainda há muitos problemas de cunho administrativo que precisam ser resolvidos para fortalecer e organizar o trabalho com uso de animais”, diz Luciana.

Um desses problemas é a contratação, por meio de concurso público, de três médicos-veterinários, profissional obrigatório dentro dos biotérios central e experimentais. Hoje, a admissão ocorre via Processo Seletivo Simplificado.

Para discutir o futuro dos trabalhos praticados no Biotério Central, a coordenadora do biotério, Sabrina Grassiolli, vai convocar diretores, pesquisadores e Reitoria para nova reunião, com data a ser definida. Desse encontro devem sair propostas que garantam a autonomia do biotério sem a necessidade de recursos estaduais para que nenhuma pesquisa seja novamente ameaçada.